Capítulo 17

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A festa acabou, quando acordei estava deitada na minha bela cama e a Nati na cama de cima. Levanto calmamente pra ela não notar que acordei. Me direciono ao banheiro e entro no chuveiro. Ao acabar, me jogo na cama ainda de toalha. Escuto a campainha tocar. Coloco um vestido floral rosa e desço as escadas correndo.
Abro a porta e vejo Gabriel ali parado.
- Preciso falar com você - dispara.
- Você já falou, agora tchau - Bato a porta, mas ele coloca o pé impedindo que isso aconteça.
- Me escuta, por favor - implora
- Se eu recusar, você vai continuar enchendo meu saco e minha cabeça ja ta doendo o suficiente pra ter que aguentar mais uma. Então, entre.
Entramos e nos direcionamos a cozinha. Ele senta na cadeira enquanto eu coloco o café na minha xícara do acampamento meio-sangue.
- Servido? - pergunto
- Hum... Claro
Ponho as xícaras na mesa e dou meu primeiro gole.
- Pode começar - pergunto em um tom frio.
- Poli, desculpe-me por ontem. Juro que não foi minha intenção estragar sua festa..
- Estragar minha festa? - pergunto dando uma gargalhada irônica - Se sua preocupação for essa, pode voltar para casa. Meu aniversário foi ótimo e uma discussão idiota não irá estraga-la.
- Deixa eu continuar, por favor. - implora - Eu tava com ciúmes! Pronto. Não aguentei te ver abraçada com aquele moleque...
- Esse "moleque" tem nome, ta? Ele se chama Mateus. - digo bufando
- Enfim... Fiquei muito estressado ao ve-lo com você. Isso já ta chato, poxa. Eu te amo e você já sabe disso. Eu tenho medo de te perder e se isso acontecer... Eu juro que nunca irei me perdoar por isso - ele coloca a mão no meu queixo e me beija. Eu me afasto.
- Gabriel, eu também te amo, mas....
- Mas..?
- Somos muito diferentes - disparo
- "Somos diferente"? - dá um sorriso sarcástico - essa é sua desculpa? " somos diferentes"? Poli, já ouviu aquele ditado que diz assim: "duas peças iguais do quebra- cabeça não se encaixam"? Então.
- Já, mas isso não convém agora. - Dou outro gole no meu café.
- Por favor, Poli. Só te peço uma chance. Eu juro que mudo por você.
- Posso pensar, pelo menos?
- Pode. Mas não demore, ta?
- Ta certo.
Ele me dá um selinho e se direciona à porta. Olha pra trás, sorri e sai.

- Ai meu Deus! - penso - Tô ferrada!

A temperatura esfria e começa a chover. Pego minha jaqueta vermelha e vou até a casa da Pati.
Toco a campainha, e ela abre a porta, ainda de camisola.

- Meu Deus, mulher. E se eu fosse um estuprador? - pergunto indignada.
- A única pessoa que vai pra casa dos outros às 6 da manhã, é você - diz sorrindo. - Entra.
Entro e me jogo no sofá.
- Tem chocolate?
- Por isso ta obesa - diz zombando-me
- Até porque você é muito magra - digo mostrando a língua.
- Ta na geladeira, pega lá. Vou tomar banho e ja volto.
Vou à geladeira e pego um pedaço do tablete de chocolate Shot. Volto à sala e ligo a tv. Conecto ao Xbox e começo a jogar Mortal Kombat. Meu jogo predileto.
Depois de uns minutos, Pati volta com a toalha na cabeça e com um micro-short.
- Isso ta parecendo mais uma calcinha - Zombo
- Esse é o seu short, cara de pau. - diz rindo
Analiso, até que chego a conclusão de que é realmente o meu short.
Antes que eu pudesse perguntar, ela responde:
- Você me emprestou semana passada.

Ela senta ao meu lado e eu conto tudo sobre o Gabriel ter ido à minha casa.

- Uau, ele te ama muito - me diz.
- Eu sei - digo chorando - Droga! Deixei a Nati sozinha lá em casa.
- Te levo lá. Vamos. - levanta
- OK.

No meio do caminho vejo uma delicatessen.
- Preciso de uma torta de maracujá - digo já entrando no local.

Pago a minha torta e volto para casa. Ao chegar lá, a Nati tava sentada no sofá assistindo Once upon a time.
- Demorou, achei que tinha sido sequestrada - diz pegando a sacola com a torta da minha mão.
- Fui na casa da Pati. E.. Hum... Essa torta é minha.
- Eu sei, gulosa - ri - Ah, o Gabriel teve aqui te procurando. Pediu pra você encontra-lo às 15h na praça.
- Hum... Ta certo - Vou a cozinha, pego uma faca e parto a torta para nós três comermos.

De repente... amorOnde histórias criam vida. Descubra agora