Dezenove

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Com você do meu lado não é complicado deixar o passado pra lá

Não estava tendo nenhum pingo de coragem para sair daquele quarto, mas também não se encontrava na situação de encarar Kaminari por muito tempo. Tamanha era a vergonha que acabou saindo do local com uma expressão emburrada até o caminho do quarto da irmã.

Quis arrancar aquele sorrisinho que Denki não tirava dos lábios, agindo como normalmente até quando foram trocar Eri juntos.

— Tu tá puto comigo?

— Não.

— Mesmo?

— Uhum.

— Então por que tá de costas pra mim? — Denki perguntou casualmente, vendo o arroxeado resmungando enquanto vestia a caçula com um maiô roxinho. — Vidaaaa.

— O que? — Franziu o cenho, o sorriso de Eri aumentando ao ver Denki aparecendo por trás do irmão e abraçando sua cintura. — Ô Matheus, desgruda, tá muito quente.

— Tu não tava reclamando antes. — Sussurrou, acabando por ganhar um beliscão do arroxeado que o fizera rir arteiro. — Oi princesinha, seu irmão tá me agredindo.

—Teteus! — Balbuciou erguendo os bracinhos, de imediato ganhou o colo do loiro que foi logo encher sua bochecha com beijos.

— Puxa saco… — Murmurou Shinsou, se afastando para pegar uma bolsa e colocar as coisas da irmã lá dentro.

— Fica assim não, eu te dou beijinho também.

— Não quero.

— Vem aqui vem, eu e a Eri vamos te dar beijinho.

— Nãoooo.

— Oh meu amor. — Chegou pertinho o arroxeado, segurando em sua cintura com um lado e a bebê no outro. Hitoshi emburrou a cara, tendo um lado da bochecha beijada pelo loiro, e o outro lado beijado por Eri.

— Eu odeio vocês. — Resmungou corando de levinho, a irmã riu em diversão e Denki ainda esboçou aquele sorriso no canto dos lábios que fazia a barriga do cacheado se encher de borboletas.

— Claro que odeia. — Mordeu fraquinho a bochecha do rapaz, Hitoshi revirou os olhos e puxou Denki pelo pulso. — Shinsou…

— Hm? — O olhou por cima do ombro, vendo com um sorriso Eri agarrada ao pescoço de Kaminari parecendo completamente confortável.

— Eu precisava te contar uma parada…

— Pode dizer. — Parou de descer as escadas e o encarou atentamente. Quando Denki abriu os lábios para dizer, foi interrompido com um forte cheiro de queimado se formando na direção da cozinha.

— Espera. — Ergueu a mão e correu rapidamente até onde o maldito cheiro de formava, deixando Denki frustrado no lugar com Eri no colo. Shinsou arregalou os olhos pois Aizawa havia queimado o arroz, o feijão e o ovo. Não era possível. — Pai…

O moreno se virou lentamente, a expressão tão surpresa quanto a do filho, enquanto nas mãos residia uma taça de vinho pela metade.

— Eu posso explicar… — Começou um tanto sem jeito, o arroxeado ficou parado no tempo que Aizawa levava para desligar as panelas.

— Então tenta.

— Me virei pra tomar um pouco de vinho e… — Murmurou, o olhar se virando para Denki se aproximando deles devagar, o loiro forçou um sorriso e Eri escondeu o rosto no pescoço do carioca. — O que ele tá-

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