𝟏𝟓. does not make sense

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- Amor?

A voz de Taeyong soou um pouco distante, Lana ainda estava absorta nas informações que seu cérebro tentava processar, tudo parecia uma bagunça e as peças não pareciam ser do mesmo quebra-cabeça.

- Lana! - Taeyong chamou novamente com a voz um pouco mais alta para conseguir a atenção dela.

A garota piscou algumas vezes, engolindo seco e virando o rosto para o namorado.

- Oi?

- O que tá rolando? - perguntou, completando antes que ela respondesse: - Não venha dizer que não é nada, porque é. Temos um combinado de não esconder as informações, lembra?

- Lembro, só... Só não faz sentido.

A voz soou baixa e um pouco confusa, ela encarou as fichas em suas mãos, as fotos eram diferentes, Soyi possuía cabelos pretos, o rosto mais gordinho e os lábios finos, Miangi possui cabelos curtos e loiros, o rosto era fino no queixo e os lábios grossos. Talvez tivesse feito alguma cirurgia, mas ainda assim, com todas as mudanças, Lana poderia dizer que conhecia aquela mulher.

- O que não faz sentido?

- Não sei, Taeyong! Tudo! As coisas não encaixam!

- Precisa ser mais clara se quiser que eu entenda.

Lana soltou o ar, nem mesmo sabendo como começar a explicar porque ela mesma não estava entendendo.

- Taeyong, encosta o carro um segundo, por favor.

- O quê? Mas estamos...

- Por favor!

As informações eram tantas que Lana sentia sua cabeça rodar, seu estômago embrulhava e um gosto ruim lhe subia a boca. Não fazia sentido. Não conseguia entender. Deveria ter uma boa explicação para aquilo. Uma melhor do que sua mãe ressuscitando dos mortos.

Taeyong jogou o carro para o lado, encostando na estrada e virando-se para Lana, a vendo apenas abrir a porta apressadamente e descer do veículo, ele franziu o cenho preocupado, saindo do veículo e olhando ao redor para ter certeza que não havia ninguém suspeito por ali, sua mão tocou o revólver em sua cintura apenas para conferir que arma ainda estava ali, então ele se aproximou da garota notando o estado de ansiedade que ela parecia estar.

- Princesa...

- Não faz sentido, Tae. Não Faz! - exclamou, gesticulando com as mãos, seus dedos percorreram seus fios de cabelo, os jogando para trás, e seu peito subia e descia apressadamente. Taeyong notou seu tom de voz desesperado e embargado. - Eu fui no enterro dela, Taeyong, ela não... Não tem como!

O Lee franziu o cenho, não entendendo do que ela falava, ele soltou o ar lentamente mantendo a testa franzida em preocupação.

- Do que está falando, Lana? No enterro de quem?

Lana correu as mãos trêmulas pelo rosto, afastando novamente os fios de cabelo, então soltou o ar e levantou o olhar para o namorado não sabendo como deveria começar aquela explicação.

- A Kang... Ela... - Piscou algumas vezes, pensando nas palavras, sentindo-se um pouco sufocada.

- Ela...?

- Ela é minha mãe.

Taeyong piscou confuso, não entendo aquilo e balançando a cabeça negativamente, umedecendo os lábios com a ponta da língua.

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