Capítulo 17

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— Não é a primeira vez que ela me ameaça. — Respondo uma das perguntas de Made. Foram tantas que eu me perco em qual responder primeiro, então só explico.

"Namoramos por quase dois anos, isso foi a seis anos atrás. Eu comecei a alcançar os meus objetivos na música e com isso, comecei a ter muitos fãs, a maioria, mulheres. De inicio ela tinha ciúmes e as vezes me privava de muitas coisas, inclusive de ter contato com elas, como fotos e cumprimentos... foi o meu primeiro e único namoro, eu pensava que era normal — sorrio me lembrando da desgraça. — Era uma sensação horrível, e se tornou apavorante com o tempo. Depois de alguns surtos dela, decidi terminar o namoro. Uma das piores dores, porque eu a amava, mas deixei de amar e comecei a ter medo, medo de muitas coisas, inclusive das ameaças dela em se matar."

"Depois de várias dessas ameaças, eu me distanciei de tudo. Redes sociais, amigos e até alguns familiares. Foi horrível. Até que ela veio atrás de mim, me ameaçando de morte. Segundo ela, eu terminei o nosso relacionamento e me distanciei de tudo para ficar com várias mulheres... e foi ai que ela teve a primeira tentativa de me matar no meu camarim. Não conseguiu porque um dos meus amigos e um segurança chegou, e eu não fiz boletim, não denunciei." 

— Por que? — Made balança a cabeça sem entender, chocada.

— Eu conhecia ela, conversei com a família dela e pensei que com tratamento ela ficaria melhor. E por um tempo ficou. Mas eu não... foram quase três anos fazendo tratamento para o trauma, os medos e a insegurança de que isso podia acontecer de novo até nas minhas amizades, mas eu consegui. Nunca deixei isso atrapalhar o meu trabalho, embora tenha sido anos horríveis, o meu trabalho me salvou, sabe? 

Made concorda com a cabeça, mas questiona.

— Mas e ela? 

Dá para ouvir o medo de Made, saber o que ela está sentindo. Como eu evitei que isso acontecesse... 

— Mantivemos em segredo o que aconteceu, ela seguiu o tratamento certinho e nunca mais nos vimos. Até semana passada, depois que ela me procurou perguntando quem era a menina que aparecia comigo nos sites de fofoca. Eu a evitei e dupliquei a segurança, mas ela não só me achou, como te achou também... 

Os braços de Made estão apoiados no joelho, a mão no rosto pensativo e perdido.

— Para quem o segurança ligou? 

— Entrei em contato com a família dela semana passada assim que ela me procurou, eles me permitiram acionar a polícia se ela me procurasse de novo. Mas eu conversei com o meu advogado e ele disse que, se eu quisesse evitar exposição de todos nós, podia acionar a policia para que levassem ela a um centro de psicologia, e lá decidirmos o que fazer sobre o caso... — Os olhos de Made ameaçam a chorar. Me agacho e olho para ela — Eu sei que é complicado e da medo, eu sei. Acredite, eu tentei evitar que você se metesse nessa história. 

— Por isso não fomos a um lugar público hoje? — ela pergunta. 

Concordo lentamente com a cabeça. 

Made tem os olhos presos no chão, talvez esteja extasiada com toda a história.

— Ei, — a chamo — Tá tudo bem, ela não vai fazer nada.

Ela me olha e força um sorriso. Suas mãos vem até o meu rosto, me puxando para perto.

Me aproximado o bastante de seu corpo, ainda estou de joelho, o meu rosto na altura do seu ombro.

Seu tórax se choca ao meu, sua mão faz carinhos brutos na minha nuca. Desço com a boca até o seu pescoço, beijando e dando leves chupadas.

Em um ato lento, ela me faz sentar no chão, vindo por cima. Suas duas pernas se abrem e ficam uma de cada lado no meu quadril.

Seu vestido sobe lentamente, me deixando ereto a cada beijo que Made me dá e a cada movimento sobre o meu membro que ela faz.

Minhas mãos vão até a sua cintura, descendo até a sua bunda, a fazendo mexer mais e mais. Minha boca aproveita a visão perfeita de seus peitos presos ao sutiã e eu me permito chupa-los ainda com o tecido a cada gemido abafado que ela dá.

Ela me deita no chão, pressiona o meu pescoço com uma de suas mãos e com a outra massageia o meu pênis.

Ela sabe que está no controle.

— Está tão duro... — Ela geme no meu ouvido.

— Impossível não ficar.

Ela abaixa o zíper da minha calça e tira o meu pau de dentro da cueca, massageia com a mão e desce com a boca.

Puta merda....

Em questão de minutos, ela afasta a calcinha e senta sobre o meu pênis, gemendo na mesma hora.

O prazer toma conta de nós dois. Ela não me deixa fazer muito, senta várias vezes, me enlouquecendo enquanto aperta e contrai o meu membro.

...

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