Epílogo

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Chegamos ao tão aguardado Epílogo! E eu preciso que vocês leiam com a música "Mr. Blue" da Catherine Feeny até o final. (É a última música na playlist de Blue Stars pra quem tem no Spotify)

Estão prontos para dizer adeus?
Boa leitura, nos vemos nas notas finais!
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Harry Pov

Nós estacionamos no alto. A noite já habitava o céu e eu conseguia sentir o cheiro da grama. Aquele não era um cheiro comum, era familiar. Tinha cheiro de infância, cheiro de um tempo antigo perdido nas minhas memórias e pensamentos confusos.

O clima quente e úmido de início de verão nos cercava com vivacidade.

— Por que estamos no meio do nada? — Draco me olhou, assim que saímos do carro.

— Mas aqui não é o meio do nada — falei, sorrindo. Peguei a cesta do banco de trás do carro e estendi a mão para ele, que sorriu ao aceitar, ligando a lanterna do celular para começarmos a descer o morro.

Um ano de faculdade intensa, por incrível que pareça, tinha feito bem a ele. Draco amava o que fazia, e recentemente tinha começado um projeto literário secreto que não me deixava ver de jeito nenhum.

Ele também colocou mais alguns piercings nas orelhas e um na sobrancelha, e fez uma tatuagem no pulso, pequenas manchas de tinta, respingos, na cor da bandeira bissexual. É, talvez eu tenha criado um monstro. Mas esses detalhes só me faziam adorá-lo cada vez mais.

Além de, claro, o cabelo longo. Eu realmente não fazia ideia do quanto amava aquelas mechas prateadas e macias que já estavam tocando os ombros dele. E quando achei que não tinha como gostar mais, ele tingiu as pontas de azul.

Quase fui a óbito quando ele apareceu com o cabelo desse jeito, e eu sabia que parte disso era por minha causa. Por causa do jeito que eu o via.

Draco era o meu azul. E sempre seria.

Eram pequenas coisas que me faziam querer olhar para ele por horas. Que o faziam completamente irresistível.

O vasto descampado nos cercava e conforme íamos descendo, após longos minutos de caminhada, o som de água corrente se aproximou. Era exatamente como eu me lembrava.

Acendi a lanterna do meu celular assim que chegamos ao limiar onde a terra encontrava a água.

Deixei a cesta sobre a grama. Draco me olhou e eu respirei profundamente.

— Chegamos — falei. — É aqui. Isso não é bem uma surpresa, eu só… queria trazer você aqui… — Suspirei, um pouco nervoso. Hm… Draco, essa é a represa onde eu me afoguei quando era criança.

— Ah — ele pareceu surpreso, e logo sua expressão se suavizou. — Eu reconheço um pouco. Por causa da sua pintura…

Segurei meus braços. Era estranho estar de volta aquele lugar. Draco tocou meu rosto.

— Por que quis voltar aqui?

— Eu não sei… — respondi, abraçando ele. — Eu só quis.

— Tudo bem — ele apoiou o queixo em em meus cabelos, permanecendo ali comigo.

— Acho que você me faz querer ser alguém corajoso… e… me faz querer enfrentar meus medos.

Ele riu baixinho, me apertando contra si. E era tão bom, tão real. Ter Draco ali comigo, sentir seu calor, seu conforto, sua presença.

— Então… você quer entrar?

A pergunta se misturou com o som da água corrente, injetando um pouco de pavor amorfo em minhas veias.

Blue Stars - DrarryOnde histórias criam vida. Descubra agora