Mais alguns minutos se passaram e Dante volta, avistando Ivete sentada no sofá abaixo da janela lendo um livro e Liz deitada dormindo.
-Ela se acalmou? -Dante pergunta entrando.
-Depois de um tempo sim... Acho que ela está assim porque sente falta de Thiago. -Ela diz fechando o livro.
-Também acho que seja isso. -Dante diz olhando para Liz.
-Thiago nunca mais deu notícias, ele disse que voltaria mas se passou um mês e nada... De uma certa forma isso atingiu Liz, ela dizia de pé junto que não gostava dele, mas estava estampado que existia um sentimento ali.
-Em pouco tempo os dois ficaram muito próximos, não tem como negar isso e o jeito que Liz está... Ela precisa começar a tomar os medicamentos, pelo que você me disse nos últimos dias ela teve muitas crises de ansiedade e pânico, pelo jeito que as coisas estão indo, temo que ela desencadeie a depressão. -Dante diz com um pesar em seus olhos.
-Eu vou conversar com ela... Ela vai tomar os medicamentos. -Ivete diz com os olhos marejados, mas passando um ar de certeza.
-Seria ótimo. -Dante responde com um sorriso. -Que bom que ela está conseguindo descansar, eu trouxe um soro com acalmantes mas acho que não vamos precisar. -Dante termina a frase e Liz abre os olhos.
-Oi. -Liz diz com um breve sorriso.
-Oi Liz, como você está? -Dante pergunta.
-Melhor. -Ela diz simples.
-Por acaso você estava acordada? -Ivete pergunta com receio.
-Acordei agora com a luz. -Ela diz apontando para a janela e Ivete suspira aliviada.
-Bom Liz, eu trouxe esse soro pra você tomar, tem alguns medicamentos nele. -Dante senta na cama de Liz e começa a explicar.
-Que medicamentos? -Ela pergunta confusa.
-Não se preocupe, aqui tem um acalmante que vai te ajudar a descansar... Deve fazer um tempo que você não dorme muito bem. -Ele diz tentando manter a postura.
-... Talvez. -Liz diz não querendo dar o braço a torcer, mas era verdade, ela estava com olheiras terríveis já que acordava todas as noites tendo o mesmo pesadelo.
-Então... Posso iniciar o procedimento? -Dante pergunta.
Liz olha para Ivete, procurando um olhar de aprovação, que em poucos segundos teve sua resposta. -Pode.
-Sente-se, por favor. -Dante diz se levantando e pegando um algodão com álcool.
Liz se senta e Dante segue o procedimento. -Você vai sentir uma picadinha. -Dante diz ao passar a agulha, deixando apenas o abocate.
-Não sou mais criança pra você dizer isso. -Liz diz ao achar engraçado o jeito de Dante.
-É costume, é sempre melhor avisar o paciente. -Dante diz ajustando o tempo do soro. -Bom agora é só esperar, pode se deitar se quiser.
-Obrigada Dante...
-Você é minha amiga Liz, farei de tudo para te ver bem. -Dante diz sorrindo.
Liz fica sem graça e um sorriso é estampado em seu rosto.
-Vou deixar você descansar agora, preciso ir almoçar e abrir a clínica de novo. -Dante diz pegando suas coisas. -Nessa caixinha tem alguns remédios pra você tomar, na embalagem de cada um tem a quantidade escrita e as horas. -Ele diz colocando a caixinha sobre a penteadeira. -Acho que é isso, qualquer coisa pode me chamar.
-Obrigada Dante. -Ivete diz. -Vou te acompanhar até a porta. -Ela diz se levantando.
Ivete sai e encosta a porta, ela e Dante caminham em direção a porta do palácio.
-Qualquer coisa Ivete, já sabe onde me encontrar-
Ivete interrompe Dante, o dando um abraço apertado. -Obrigada querido, muito abrigada.
Dante a abraça de volta. -Somos amigos Ivete, amigos permanecem nos momentos bons e ruins, estarei aqui pro que der e vier. -Dante diz ainda no abraço.
Os olhos de Ivete estão lacrimejando e a mesma da um sorriso desajeitado.
-Ah, antes que eu me esqueça, você não precisa ir até a clínica para falar comigo, aqui. -Dante diz entregando um cartãozinho. -Comprei um telefone, se precisar pode ligar.
-Que chique, o rei não me permite comprar um telefone. -Ivete diz simples.
-Mas por que? -Dante pergunta confuso.
-São questões reais, por mais que estejamos nos anos 90, o rei acredita que se os funcionários tiverem um telefone para se comunicar perderíamos tempo de trabalho, o mesmo serve para os príncipes e princesas, quanto menos distração melhor.
-Mas o rei não tem um telefone no quarto principal? -Dante pergunta ainda confuso.
-Tem, reis e rainhas são os únicos que podem ter para poder se comunicar com reinos vizinhos. -Dante a olha com uma cara muito estranha e Ivete ri. -É eu sei, mas são as regras do palácio, quanto menos distração, mais trabalho.
-Entendi, mas e o telefone do rei, você não pode usar?
-Não tenho autorização pra isso, todas as ligações ficam registradas. -Ivete responde meio sem graça.
-É então só tem uma forma. -Dante diz rindo.
-Se eu precisar, apareço na clínica. -Ela diz sorrindo.
-Até mais Ivete. -Dante diz andando e acenando.
-Até querido. -Ivete diz com um sorriso.
A mesma adentra o palácio e sobe as escadas, indo em direção ao quarto de Liz.
-Liz querida, vou ir fazer o almoço. -Ivete diz abrindo a porta, encontrando a mesma de olhos fechados em um leve sono graças ao medicamento, ela sorri e encosta a porta novamente.
Ivete desce as escadas e começa a preparar o almoço, ela faz um almoço básico. Ela prepara tudo e pega alguns morangos para fazer um suco natural, por fim ela coloca alguns ramos de hortelã.
Ela coloca tudo em uma bandeja e leva até o quarto de Liz.
Chegando, ela abre a porta com cuidado, coloca tudo na penteadeira e se senta ao lado da morena.
-Vamos acordar. -Ela diz passando a mão no cabelo de Liz.
A mesma abre os olhos lentamente e sorri. -Acordei.
Ivete sorri. -Eu trouxe seu almoço.
-Não to com fome agora. -Liz diz desviando o olhar.
-Minha querida, tente pelo menos um pouco, por favor. -Ivete sorri levemente.
Liz suspira e se senta, ela pega a bandeja e começa a comer.
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-Pronto. -Ela diz estendendo a bandeja e bebendo o resto do suco.
-Você vai melhorar. -Ivete diz dando um beijo em sua testa, pegando a bandeja e indo em direção a cozinha.
-Ivete, que horas são?
-Quase uma hora, porque? -Ivete pergunta confusa.
-Eu tô meio zonza ainda. -Ela diz colocando a mão na cabeça e ri, mas seu sorriso se desfaz em segundos.
-O que foi Liz?
Os olhos de Liz lacremejam. -Eu sinto falta do Thiago, eu queria saber como ele está.
Ivete a olha e se senta ao lado de Liz, ela passa a mão em seus cabelos e diz decidida.
-Você quer resolver isso hoje?
Fim do quadragésimo quarto capítulo, espero que estejam gostando.
Votem e compartilhem para me motivar a escrever mais e mais. Bebam água e se cuidem, até o próximo capítulo.
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Um Amor Impossível.
RomanceUm amor proibido entre jovens de famílias diferentes, mais específicamente, famílias de reinos rivais. Os protagonistas enfrentam um grande problema, uma notícia que os deixam muito preocupados na questão da relação deles, apesar de tudo, eles decid...
