Depois de vários dias de tensão, com o jogo da semifinal se aproximando e uma nova carta chegando a cada dia, Harry, Louis e Zayn finalmente tiveram um fim de semana tranquilo — para preservar o restinho de paz que ainda tinham e que, sabiam, estava prestes a acabar.
Era uma agonia não abrir cada carta assim que ela chegava, mas eles haviam prometido abrir todas juntas quando o resultado da Sorbonne saísse na segunda-feira. Apostaram cem libras cada — e algumas outras coisinhas mais — para garantir que resistiriam.
Até o momento, funcionou. O prazo das matrículas ainda não tinha sido aberto; estavam apenas recebendo os resultados. E com a partida da semifinal marcada para a sexta, nem Louis nem Zayn queriam mais uma preocupação na cabeça. Fingir que as cartas ainda não tinham chegado parecia mais fácil do que lidar com a realidade.
Além disso, Harry nem poderia assistir ao jogo. Ainda estava de castigo por ter mentido para Anne. Ir aos jogos já era um sofrimento por si só — ele ficava mais ansioso que os próprios namorados. E isso porque ele nem entendia de futebol.
A sexta-feira foi um caos. Tiveram aula até o meio da tarde e o jogo seria só às 21h. Louis queria dormir até mais tarde para descansar, mas, como capitão do time, teve que chegar mais cedo à escola para conversar com o treinador e aquecer com o time.
Eles se viram ao fim das aulas, e Harry desejou boa sorte aos dois, abraçando-os discretamente na entrada do prédio, já quase vazia — levemente irritado por não poder beijá-los, mesmo sabendo que um simples abraço já chamava atenção o suficiente.
Pediu um Uber para voltar pra casa, deixando o coração ali mesmo, na escola, com os dois jogadores. Ainda havia a possibilidade de comemoração mais tarde na casa de Liam (afogar as mágoas numa festa também era uma opção, caso perdessem), e estavam considerando se valia a pena fugir de casa depois que Anne dormisse.
No fim, ele acompanhou o jogo por uma chamada de vídeo que Liam fez, meio a contragosto, sem entender de onde vinha aquele súbito interesse de Harry por futebol.
Depois do segundo gol do time da casa, o caos se instaurou e Liam não conseguiu mais filmar. Harry, que rezava para que a defesa se mantivesse firme, só soube do resultado quando o jogo de fato terminou. Uma chuva de mensagens tomou sua tela — de Liam, de Louis, de Zayn.
A primeira coisa que os dois fizeram foi pegar um celular e ligar para ele ali mesmo, do meio do campo. Harry jamais admitiria, mas chorou um pouco de orgulho ao ver seus dois namorados, rindo como crianças, sem camisa, no meio da bagunça com os companheiros de time.
Ninguém conseguia ouvir ninguém. Eles só riam e tentavam gritar um para o outro por cima da gritaria. Harry, embora amasse ver a comemoração, despediu-se aos berros, deixando que aproveitassem o momento com o time. Depois, mandou mensagens, desejando boa festa e dizendo, mais de uma vez, o quanto estava orgulhoso.
Mesmo feliz com a vitória, Harry ainda estava de castigo. E como o adolescente que era, preferiu não saber nada sobre a festa da qual estava proibido de participar — para preservar sua sanidade. Tentou ser um bom namorado, parabenizando Louis e Zayn, dizendo que teriam sua comemoração mais cedo ou mais tarde.
Ainda assim, silenciou o celular após o banho, colocou um filme na TV e tentou não pensar que estava perdendo a segunda maior festa do ano (só perdia para a da final). Acabou cochilando em cima do balde de pipoca durante La La Land, que já estava quase na metade.
Não ouviu a campainha tocar. Só notou a movimentação quando Anne acendeu a luz do quarto e chamou por ele:
— Seus carrapatos estão lá embaixo. E como eu não sou uma megera, vou deixar eles dormirem aqui, apesar de você estar de castigo e não merecer nem uma dose de misericórdia — disse ela, tentando parecer brava, mas o sorrisinho no final a entregou. No fundo, Harry sabia que tinha uma aliada.
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idk. {zourry}
Fanfictionharry, louis e zayn estão no colegial e não há nada que mude o fato de estarem atraídos mutuamente.
