(CAPITULO REESCRITO)
Jisung estava calado, não sabia o que dizer, nem se deveria dizer algo. Seu coração batia devagar no peito. A dor era tanta que seus olhos não paravam de lacrimejar. Minho estava ao seu lado, ambos vestidos com roupas pesadas para enfrentar o frio cortante de Winterwolf. Mas, por mais que se protegessem, não havia lã ou couro grosso que barrasse aquele silêncio desconfortável, quase sufocante, que envolvia os lobos no carro.
BangChan e Seungmin estavam no carro de trás, também vestidos apropriadamente para o inverno que viriam enfrentar. Seungmin se mantinha quieto com o marido, ainda em pé de guerra. BangChan estava cada vez mais protetor, o alfa queria se certificar de que nada estivesse faltando para o marido, mas Seungmin se incomodava com esse excesso de cuidado, quase como se ele fosse feito de vidro e pudesse quebrar ali.
O mais velho se virou para conversar. Mas Seungmin foi rápido em cortá-lo.
— Não agora. — Seungmin cortou, seco. — Não é hora pra isso. Tem coisa mais importante acontecendo.
Do vidro, Seungmin observou a neve cobrindo Winterwolf. Foi apenas a segunda vez que via aquele branco infinito, cresceu sob o calor opressivo de Wolfgang, onde os dias eram longos e sufocantes. A primeira vez que pisava ali, sentiu o frio na alma, como se aquele território o rejeitasse. Agora, o frio parecia combinar com a sensação dentro do peito.
BangChan com carinho segurou a mão do marido. Seungmin saiu de seus devaneios, se permitindo sentir o toque quente dos dedos dele nos seus. Sentia falta dele.
Minho foi o primeiro a se levantar e pisar na neve, saindo do carro sentindo o frio bater forte contra o rosto. A entrada de Winterwolf estava lotada , lobos de todas as idades e posições aguardavam o retorno do príncipe Jisung.
Jisung...
O único filho homem do líder assassinado. Pelas velhas tradições, isso faz dele o herdeiro natural da liderança. Mesmo que a única outra opção fosse uma criança de seis anos.
— Vem? — Minho esticou a mão na direção do ômega, Jisung observou Minho com olhos vermelhos do recente choro, o Han a agarrou e deixou alfa lhe puxar.
Minho segurou Jisung praticamente em um abraço, não o deixando sozinho. BangChan e Seungmin vieram logo atrás deles, observando de longe a forma que Jisung se agarrou a Minho, e se deixou ser embalado. Seungmin suspirou, olhando para BangChan, que apenas balançou a cabeça em compreensão silenciosa.
Os dois sabiam qual era esse sentimento, eles também eram jovens no poder de uma nação, e agora Jisung , além de lidar com o luto deveria lidar com uma aldeia em desespero por ter sofrido o assassinato de seu líder.
— Você não deveria ter ficado em casa? — Minho perguntou a Seungmin, quando os quatro ficaram lado a lado, o ômega o repreendeu com os olhos.
— Não estou morto ainda Minho. — Seungmin se afastou de BangChan e abraçou Jisung sem pedir permissão. O mais novo, no entanto, não retribuiu. Seus braços continuaram caídos ao lado do corpo, como se já não pertencessem a ele.
— Ei... — Seungmin sussurrou. — Vamos entrar, tá bom? Vai ficar tudo bem. Eu prometo.
Jisung chacoalhou a cabeça em concordância, e andou na frente, ainda tinha que exercer o papel de príncipe daquele lugar.
Foi então que seus olhos encontraram Jihan, nos braços de Eric. A garotinha nem pensou duas vezes, pulou do colo dele e correu na direção do irmão. O casaco de pele que ela usava caiu no chão, esquecido na neve.
Jisung se abaixou, se jogando ao encontro dela. Ele podia sentir os pequenos braços da irmã apertando seu pescoço, o rosto dela enfiado em seu ombro. E, junto disso, o cheiro de casa, o cheiro de infância, de segurança, de algo que parecia perdido para sempre.
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WolfGang - Minsung
Fanfiction[REESCREVENDO 2025] Jisung foi entregue como uma moeda de troca, sendo incumbido de casar-se com um estranho apenas para manter a paz. Sendo obrigado a viver entre estranhos, começou com uma jornada de auto conhecimento, e desvendado os mistérios en...
