(CAPITULO REESCRITO)
— Ele ainda está irritado comigo. — Minho comentou, em voz baixa, enquanto observava Jisung cercado pelas crianças, ajudando-as a trançar flores nos cabelos.
Já fazia três dias desde o incidente, e desde então, Jisung e ele mal trocaram duas palavras. O silêncio entre eles era quase ensurdecedor.
— Talvez porque você tenha gritado com ele, seu completo idiota. — Seungmin respondeu seco, desviando o olhar para o campo de treino. — Mais força nesses golpes, Kai!!
— Você não deveria estar descansando? — Minho arqueou a sobrancelha, desconfiado, ignorando o xingamento.
— Estou doente e grávido, não morto.
Minho bufou, mas não debateu.
— Eu não gritei com ele, só...me irritei. Ele desobedeceu uma ordem direta e você sabe que era perigoso. Eu só queria...
— Você falou sim. — Seungmin o cortou, virando-se para encará-lo. — BangChan me contou. E mesmo que não tivesse contado, dá pra sentir a tensão no ar. — Fez um gesto vago, apontando para o espaço entre Minho e Jisung.
— Como faço para me desculpar?
— Sei lá, você que fez merda, pense em alguma coisa sozinho. Já tenho problemas demais. — Seungmin se levantou para sair do lugar, mas se sentiu zonzo de repente, Minho e algumas outras pessoas se preocuparam com ele, e se aproximaram. — Eu estou bem! — Seungmin rosnou, afastando as mãos que tentavam ampará-lo
— Ainda insiste nisso?!
—Você pode dizer.
— Seungmin...
— Vocês me tratam como se eu fosse uma criança inconsequente. Como se eu tivesse perdido todo o meu senso de realidade. Como se eu não soubesse o risco dessa gravidez. — A voz de Seungmin tremeu, mas não de fraqueza, de pura frustração.
— Porque é isso que parece! — Minho explodiu. — Você está morrendo, Seungmin! E essa gravidez está acelerando tudo! Como você quer que eu fique calmo vendo isso acontecer e não podendo fazer nada?!
O silêncio caiu como uma pedra. Seungmin o encarou, o choque nos olhos escuros. Minho era reservado, sempre duro e inabalável, estava ali na frente de todos... despedaçando-se.
— Me desculpe. — Minho murmurou, desviando o olhar.
Seungmin deu um passo hesitante para perto, a raiva se dissipando.
— Eu só queria... que você pensasse um pouco mais em mim. — Seungmin confessou, a voz embargada.
— É só o que eu faço, Seungmin. Pensar em você. — A confissão saiu amarga. — Mas parece que você nunca pensa em mim. Nunca pensa em como vai ser se você... se você não estiver mais aqui. — A dor crua no rosto do Minho fez Seungmin prender a respiração. — Você quer ter essa criança, tudo bem. Mas não me deixe, entendeu? Não me abandone. Eu não vou sobreviver a isso.
Seungmin sentiu os olhos cheios de lágrimas, a culpa e o amor pelo irmão batendo de uma vez só. Sem pensar, ele deu um passo à frente, encostando a testa na do Minho, um gesto que os dois faziam desde crianças.
— Nunca. — Prometeu, de olhos fechados. — Eu nunca vou te deixar, irmão.
Minho fechou os olhos também, inspirando fundo. Mesmo sem palavras, o gesto dizia tudo. Ali, por um instante, eram apenas dois irmãos no meio do caos do mundo. E aquilo era o suficiente.
Minho se afastou e foi até BangChan. Deixando para trás a sensação ruim que sempre lhe invadia o coração, quando falava com Seungmin sobre esse assunto.
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WolfGang - Minsung
Fanfic[REESCREVENDO 2025] Jisung foi entregue como uma moeda de troca, sendo incumbido de casar-se com um estranho apenas para manter a paz. Sendo obrigado a viver entre estranhos, começou com uma jornada de auto conhecimento, e desvendado os mistérios en...
