Capítulo 19

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(CAPITULO REESCRITO)

Minho andou pela casa, Dubu o viu passar rápido pelos degraus, e depois voltar correndo como se tivesse esquecido algo, a mulher se abaixou para pegar o pano de prato e quando ergueu a cabeça, o Lee passou pela porta da cozinha como se procurasse por algo.

—Vai ficar correndo pela casa como uma barata tonta? — A mulher perguntou, e Minho parou no lugar.

— Estou atrasado, BangChan disse que precisava falar comigo, mas não encontro minhas botas, você as viu? — Perguntou, e Dubu finalmente olhou para os seus pés, Minho estava apenas de meia, andando para lá e pra cá.

— Estão do lado de fora onde você as deixou ontem, querido. O que aconteceu para te deixar tão avoado?

— Nada, estou apenas cansado.

— Não minta para quem te conhece desde antes de você nascer. — Ele suspirou, o homem voltou para dentro da casa, depois de pagar as botas, se sentou no banco ao lado da bancada da cozinha. Dahyun esperou pacientemente que ele falasse algo.

— Só... Preocupado.

— Com? — A mulher enxugou as mãos no pano, e o dobrou sobre a bancada, observando os cabelos rebeldes de Minho. Ele estava com uma camisa escura, e amassada, parecia que não dormia bem a dias, as olheiras embaixo dos olhos deixava isso claro.

— Jisung.

—Vocês ainda não se resolveram?

— Tentei falar com ele na noite passada, ele apenas me ignorou, outra vez. —Disse realmente cansado dessa situação. Entendia que o Han estava irritado, mas já haviam se passado dias, porque ele não o deixava falar.

— Talvez você deva ser mais gentil, imagino que essa sua cara feia o assuste.

— Dubu.... — disse cansado, estava falando sério, no outro dia Jisung foi chamado pelos betas para mais um a das aulas, quando ele voltou Taehyung estava ao lado dele, o dois riam e falavam alto, Minho teve que observá-los de longe, seu lobo estava inquieto com o outro alfa, mas sempre que tentava chegar perto do mais novo, ele se esquivava de si. Ou fingia não vê-lo, e corria de onde quer que estivessem

Minho se levantou, passou pela mulher, beijou sua testa e se afastou, mas a mulher o agarrou pelos ombros, o virou para que ficasse de frente para ele, as mãos dela dançaram sobre os seus cabelos, arrumando os fios que insistem em se rebelar.

— Sabe, eu não tive filhos, não me casei e tive uma marca Minho. Mas eu amei uma pessoa. — Ela disse baixinho, Dahyun não falava muito sobre antes, antes de Minho, ou antes de sua mãe. — Eu e ele nos conhecemos quando eu fui a Bloodwolf pela primeira vez, naquela época, era proibido que nos casássemos com outras pessoas, de fora da aldeia. Meu pai seguia à risca as tradições.

O garoto a olhou, surpreso. Dahyun era feita de raízes, de terra firme, do tipo que parece sempre ter vivido para os outros, para os filhos que não pariu, para os lobos que não caçou, para as dores que nunca reclamou. Mas por trás daqueles olhos beta havia um oceano de histórias.

— Eu conheci ele quando fui a Bloodwolf pela primeira vez. Naquela época, era proibido... a gente não podia se casar com quem era de fora. Meu pai era rígido com as tradições, e eu... eu obedeci. Mas ele era diferente. Me trouxe flores, caçou um alce só pra me impressionar. Me deu um anel. E durante algumas luas, eu pensei... "Talvez eu quebre as regras só dessa vez".

Minho sorriu, pequeno. A história parecia doce, como um sonho juvenil.

— Mas então eu sonhei. Sonhei com a esposa dele, com os filhos que eles teriam. Sonhei com a vida que não me pertencia. E você sabe... dizem que os sonhos de um beta são sementes do futuro. Eu entendi meu papel. Eu tinha outro caminho.

WolfGang - MinsungHistórias para pegar e não largar. Descubra agora