15. Olá, vizinhos!

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POV LAUREN

Acordei com o corpo dolorido, virei para o lado e uma dor lancinante percorreu o meu torso. Parece que o efeito dos vários remédios que tomei ontem passou. Definitivamente preciso ir a uma farmácia o mais rápido possível. É evidente que não poderei pedir para minha mãe ou qualquer pessoa dessa casa sem que desconfiem de alguma coisa. Droga! Tenho que levantar agora.

Com muita dificuldade me arrumei e sai de casa sem que ninguém me visse. Não podia correr o risco de alguém me parar e fazer perguntas disso e aquilo logo agora. "Meu carro" estava parado ao lado de fora da garagem, não me dei ao trabalho de coloca-lo para dentro, pois não tinha certeza da recepção que teria da minha mãe, mas tudo correu melhor que o esperado, então, não tenho o que reclamar.

Entrei no carro e a dor havia voltado, na verdade, ela não havia ido embora. Merda, não acredito que isso está acontecendo comigo! Péssima hora para ter sido pega desprevenida. Agora terei que tomar remédio para as dores irem embora. Me recriminei mentalmente e antes de engatar a marcha, procurei algum cd legal para colocar, decidi ir levando o carro devagar ao dar a ré e ao mesmo tempo prestando atenção nos títulos dos encartes dos cd's. Só coisa velha! Quem gosta disso? Céus! Que horror! Não! Nunca! Lixo! Era uma opção pior que a outra...~CRAAAAPTT ~ e então ouvi um ruído na traseira do carro. OOOPS! Olhei pelo retrovisor no centro do vidro frontal do veículo e não enxerguei nada. Olhei para os lados e não vi sinal de ninguém. Não deve ter sido nada. Vai ver foi algum trovão...olho para o céu... se bem que o clima está ensolarado. Bom, vai saber, o mundo é louco mesmo, cheio de sons estranhos.

Sai rapidamente dali antes que alguém me visse. Depois que encontrei a farmácia, comprei os analgésicos e tomei no estabelecimento mesmo.

Atendente: - Wouw! Essa é uma dose um tanto grande para você, não acha não?

- Talvez, mas espero que funcione. Se minhas dores não pararem eu volto aqui e me resolvo com você. - Ameacei falsamente.

- Nossa, tô me sentindo terrivelmente intimidado. - Que sorriso é esse??

- Ótimo, acho bom! - Sorri para ele também. - Bom, até mais! - Fui me retirando e pude ouvir.

- Estarei esperando que retorne aqui, e espero que não esteja mais sentindo dores. - Acenei com a cabeça para ele- Me chamo, Ramón.

- Ok! - Foi tudo o que disse antes de sair definitivamente dali. Homens são tão previsíveis...

...

Diante da situação em que me encontrava, resolvi visitar um velho amigo para me ajudar a solucionar por hora o meu pequeno problema. Assim, fui até um ferro velho que há muito tempo não visitava. Parei o carro em frente a oficina que ficava no centro daquele amontoado de peças de carros e logo pude ver saindo a pessoa a quem procurava.

- Lauren Jauregui? É você mesmo? - Ele pareceu tão espantado. O que há? Será que estou tão irreconhecível assim?

- Por que esse espanto todo? Não me reconhece mais?

Ele começou a gargalhar.

- Nunca esqueceria desse rosto. Não há muitas pessoas que andam por aí com um exemplar de face belíssimas como o seu, sabia?

- Você não muda nunca, né? Que cantada barata, Nick! - O abracei de imediato.

- Você é da realeza! A que devo a honra dessa visita?

- Não venha com essa! Sabe que não ligo para essas coisas. Fomos praticamente criados juntos! - Ele riu alto e pude perceber uma garota, bonita até, que estava escorada na porta, certamente querendo ouvir e saber com quem Nick falava.

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