Pov. Lauren
Olhei para trás e lá estava o senhor vido em minha direção. Ele vai bater em mim? Quero vê-lo tentar. Fechei a porta o quanto antes e dei de cara com minha mãe olhando para mim desconfiada. - Onde você estava? Ou melhor, o que está acontecendo aí fora? - Essa não. Essa não!
- Não há nada, mãe. Estou com fome. O que temos para o café da manhã? - Enlacei nossos braços na tentativa de puxá-la para a cozinha, mas foi totalmente inútil.
DING DONG
Ela prontamente olhou já me acusando de algo e tentando achar respostas, que obviamente não vieram porque eu não falei nada!
- O que você andou aprontando, menina? - Ela está BRAVA.
Alejandro: - Ah, cadê a garota que entrou aí? Mande-a para cá! - Ele ordenou.
- O que quer com ela?
- O que eu quero? Quero que ela pague os danos que causou a minha propriedade, veículo e saiba que estou tentado a processá-la por danos à minha integridade. - Que esnobe! Argh!
- O que ela fez? E por que esse escândalo? - Minha mãe não deixava que eu fosse até a porta, então tudo o que pude fazer era ouvir a conversa dos dois.
- Essa marginal atacou o meu carro e empurrou para fora da rua. Olha só o estrago que fez! - Apontou para o carro que ficou modestamente, ficou com a traseira detonada. - Buzinou por horas aqui em frente perturbando a paz da minha família e veja só, estou atrasado para o trabalho e discutindo como uma pessoa qualquer. - Era possível que veias do pescoço explodissem? Se sim, talvez seria hoje o dia que presenciaria isso.
- Não ouse chamar minha filha de marginal! - Minha mãe falou alto e apontou o dedo para ele. Meu pai e Chris vieram imediatamente quando ouviram a voz exaltada dela.
Mike: - Qual é o problema por aqui?
Alejandro: - O problema, irei repetir mais uma vez: é que essa marginal invadiu o condomínio, passou por cima do meu carro e estava perturbando a paz dos moradores.
- Não chame a minha filha de marginal! - O meu pai me defendeu. - Laur, venha até aqui por favor. - Fui até o seu lado direito e ele passou os braços em cima do meu ombro. - Pode me dizer o que houve?
Olhei para minha mãe que não estava com uma cara nada boa e também esperava por alguma explicação. Chris ficou um pouco atrás, mas também parecia apreensivo, bom, isso era até normal dele, já que não gostava de se meter em confusão com os nossos pais. Olhei para minha frente e lá estava o senhor me fuzilando com os olhos e um pouco mais atrás dele, a filha e a esposa. Todos aguardavam o meu pronunciamento...Então vamos lá.
Pov. CAMILA
Aquela manhã estava sendo um porre. Acordei com dor de cabeça e meu pai estava apressando todos porque tínhamos compromisso sério, muito sério o qual não poderíamos faltar. Certeza que devia ser mais um evento enfadonho do qual ele gostaria que todas nós estivéssemos performando a família perfeita para que assim ele conseguisse ampliar sua agenda de contatos.
Minha irmã Sophia atrasou a todos porque estava fazendo manhã para se arrumar, com ela o meu pai não briga. Isso é incrível! Ele está sempre bem humorado para falar com ela e todo dia arranja tempo para passar com ela. Não quero ser uma péssima irmã mais velha, mas confesso que sinto inveja da pequena porque essa presença paterna eu nunca tive dele, mas tudo bem porque tenho que ser agradecida por ela não passar pelas mesmas coisas que eu. Não que minha vida tenha sido horrível, não dá para ficar reclamando quando se mora numa casa que não falta nada, tendo roupa e comida, mas são coisas materiais que não têm o mesmo significado que sentimentos expressos. Enfim, ontem teria sido um dia normal, se não fosse pela garota maluca que apareceu na frente de casa e ficou buzinando sem parar. Não entendi muito bem o que ela queria ali e também não dei bola, não tenho nada a ver com esses vizinhos da frente que para mim são todos insignificantes, como o papai sempre fala.
A minha mãe estava surpresa com toda aquela gente falando alto, principalmente o papai que ficou louco por causa do carro. Admito que segurei para não rir quando a maluca passou arrastando o carro, ninguém nunca havia sequer tratado o meu pai desse jeito. Ele definitivamente iria acabar com a raça daqueles vizinhos. Em todo caso, agora estamos todos aqui parados no meio da rua falando alto e cobrando explicações da garota que mal chegou e causou essa baderna toda.
- É o seguinte: eu estava retornando para casa quando encontrei o carro deste senhor - ela apontou para a cara do meu pai - que estava impedindo minha passagem. Fiquei chamando o dono do carro e ninguém apareceu, então resolvi buzinar algumas vezes. Algumas? Ela está falando sério? Tô vendo que ela vai inventar alguma coisa para se safar de pagar o conserto e não ficar de castigo.
- Foi isso mesmo, filha? - O pai dela perguntou. Que descarada! Ela está olhando para mim?
- Sim, já disse! Aí ele começou a falar asneira e dizendo que eu deveria me retirar daqui ou então iria me expulsar. Vê se pode? - Olhei para o lado, faltava pouco pro meu pai colocar tudo abaixo.
Acho que fiquei tento demais pensando que perdi alguma parte importante da conversa deles. Onde que me perdi mesmo? A a acho que essa garota além de maluca e maníaca por buzinas, tem um jeito de olhar que... não sei bem a palavra. Estou divagando novamente...
-... E foi assim que a gente se conheceu. Conta para eles! - Levantei o olhar e só então percebi que ela estava falando comigo. Peraí, comigo? O que eu tenho a ver com isso?
- Karla, você havia dito que não se conheciam. Explique isso que ela acabou de dizer agora! - De repente a fúria dele com ela se voltou toda para mim.
Olhei mais uma vez para ela e quando isso aconteceu, acho que pude ver certo vislumbre em seus olhos de arrependimento por ter dito a frase anterior.
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E aí, o que estão achando??
Bom, depois eu posto mais. Eu simplesmente esqueço de postar aqui hahah mas quem costuma ler fic pelo socialspirit, basta procurar Redemption lá que aparece a minha fic, ok?
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Redemption
RandomUma rixa antiga entre vizinhos era o que deveria manter duas famílias terminantemente afastadas, mas não foi isso que o destino tinha planejado