capítulo 29.

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Cheryl Blossom pov.

- por que estão com essas caras? - Verônica adentrou assustada no meu quarto.

- Cheryl, eu sei que talvez você não queira agora. - Toni pegou nas minhas mãos. - mas precisa contá-las, elas precisam saber.

- saber de quê? - Betty se sentou, totalmente confusa e perdida no assunto.

e com medo, nervoso e lágrima nos olhos, as contei tudo o que já contei para Toni.

tudo o que elas não sabiam do verdadeiro Clifford Blossom.

e nervosa com a reação delas, eu abaixei a cabeça depois de dizer tudo.

- por que não me contou antes? - Betty questionou. ela parecia brava, de alguma forma. - eu sou a sua prima e confiou na Toni, antes de mim?

- Betty. - Toni a repreendeu. - ela precisa de você agora e é isso que diz?

- tudo bem, eu não deveria ter contado. - neguei com a cabeça, mas Toni segurou as minhas mãos, me passando conforto.

- não, cerejinha. você fez bem em ter contado! e você ter guardado isso sozinha por muito tempo, só mostra o quão forte é. - Verônica me puxou para perto dela. - eu sinto muito por você, muito mais do que imagina. eu nem tenho reação para isso.

- sinto muito. - Betty suspirou pesado, se aproximando de mim e me abraçando fortemente. - você precisa sair daqui.

- por isso que eu pedi para que ela contasse para vocês. - Toni suspirou mais pesado ainda. - Cheryl não pode continuar de forma alguma aqui.

- não se preocupem, por favor. - me afastei de todas. - essa é a última coisa que quero.

- você não tem o direito de pedir isso, tá bom? - Betty disse séria. - você é muito importante para cada uma de nós, não deixaremos você passar por isso.

- o meu destino é em Thistlehouse. - falei com a voz embargada e o coração apertado. - vou morrer em Thistlehouse.

- ai, que arrepio que me deu! - Verônica balançou o corpo rapidamente, afastando a frase sombria que acabei de formar.

- não diz isso. - Toni bufou. - é sério.

- eu não tenho mais o que dizer, Toni. - dei de ombros.

- já sei o que fazer. - ela estalou os dedos, como se tivesse descoberto um tesouro. - vamos fugir.

- como é que é? - foi inevitável não rir desse comentário. parecia até fácil ouvi-la dizer isso.

- é, só nós. - permaneceu nessa ideia.

- você ficou louca? - Verônica cruzou os braços. - eu não consigo passar mais de dois dias longe da minha mãe.

- experiências novas. - Betty disse, enquanto ria da sua cara de medo.

- não quero colocar vocês nisso e ferrar com as suas vidas. - neguei com a cabeça.

- quer saber de uma coisa? - Toni chamou a minha atenção. - a minha vida era toda ferrada antes de você.

abaixei a cabeça, rindo baixinho com o que ela disse.

- sempre há razões para ficar, precisa encontrar uma para partir. - ela disse. - e isso você tem. [N/A: frase do meu livro perfeitinho].

e a minha resposta foi:

- eu topo.

- só arrumem uma mochila com coisas necessárias para vocês, eu tenho o lugar perfeito.

a garota da cadeira ao lado - Choni.Stories to obsess over. Discover now