Cheryl Blossom pov.
era de manhã e as minhas amigas estavam se arrumando para a escola.
me levantei da cama de Betty e fui até o seu banheiro, começando a me arrumar também.
- Cheryl, o que está fazendo? - Toni perguntou curiosa.
- me arrumando também, ué. - dei de ombros, pegando a minha escova.
- você não vai para a escola. - Betty disse autoritária.
- eu vou sim. - respondi rígida.
- não vai não, você ouviu o que o enfermeiro disse? você tem que descansar, pelo menos até essa semana passar direito. - Toni comentou. - e não se importa com as faltas, a gente conversa com o diretor.
- não!! - quase gritei impaciente. - eu não quero que façam nada disso, parem de me tratar como se eu estivesse doente. eu estou bem, eu estou ótima. eu vou pra escola e vou dar o meu ombro amigo para o Andrews.
elas não responderam nada e voltaram a se arrumar, mas Toni continuou com o olhar em mim.
depois que me arrumei, fui até a cozinha e peguei um pouco d'água para tomar o meu remédio.
- a gente pode conversar? - me assustei rapidamente, ao ouvir Toni questionar.
- quem sabe depois?! estamos atrasadas. - disse arrogante e sem esperar por respostas, saí de perto dela.
Toni Topaz pov.
- por que está me tratando assim? - questionei confusa para Cheryl, quando entramos na nossa sala.
ela apenas fingiu que não ouviu nada do que eu disse e saiu para ir ao banheiro.
talvez ela só esteja precisando de um momento só dela. só isso.
『...』
quando Cheryl foi para casa com Betty, eu fui para a minha.
mas eu estava tensa, Cheryl não havia conversado comigo o dia inteiro.
inclusive... tivemos um trabalho em dupla na disciplina de educação física hoje, mas ela preferiu fazer com uma vixen.
eu não era a dupla dela?
e eu não estou conseguindo entender esses passos dela, por isso resolvi que vou até a casa dos Cooper's hoje.
toni: ei, aparece aqui fora. é rápido. estou no jardim te esperando!
eu deixei essa mensagem no celular dela, já fazem exatos dez minutos que ela visualizou e não respondeu nada.
ok... não vou ficar forçando então.
quando eu estava indo para casa, ouvi o barulho da porta abrir.
me virei e vi Cheryl andando em minha direção. confesso que suspirei um pouco mais aliviada.
- o que você quer? - ela questionou séria, cruzando os braços por conta do frio.
- por que está me evitando? - me aproximei dela. - o que está havendo com você? - eu perguntava e ela não me respondia. - Cher, me fala o que eu fiz, por favor.
- eu não quero conversar com você, Toni. - ela fechou os olhos rapidamente, parecendo ter que criar coragem para dizer isso.
- eu te magoei? o que eu fiz? - se eu não estivesse tão interessada em saber o motivo disso tudo, eu falaria um pouco mais baixo. - eu achei que éramos amigas...
ela suspirou pesado e fechou os olhos por um bom tempo, até que ela soltou o ar e abriu os olhos de novo.
- ter aproximação com você... me faz sentir que eu posso conversar com você sobre tudo, em qualquer momento ou hora. - ela murmurou, parecendo tirar aquela capa de "menina má".
- mas você pode. - sorri fraco, me aproximando mais.
- não, não, não. - se afastou. - olha, Toni. eu não quero passar a impressão de Cheryl depressiva o tempo todo. as pessoas ficam com pena de mim, eu não quero a pena delas! eu cansei de ficar nessa de "eu não estou bem", cansei disso.
eu estava calada, ouvindo-a e querendo saber até onde isso iria.
- e se pra que isso não aconteça, eu precise voltar a ser aquela megera que humilha todos, não dá atenção para ninguém e sempre quer ser a abelha rainha de novo, eu volto. - disse séria. - mas infelizmente eu não consigo voltar a ser essa pessoa com você. você me traz aquela sensação boa de nunca ser sozinha e se sentir amargurada, mas a antiga Cheryl é sozinha e amargurada.
e quando eu notei que ela iria entrar na casa novamente, puxei-a pelo braço e virei a mesma para mim.
- Cheryl, não faz isso. por favor. - pedi. - aquela Cheryl de antes nunca existiu, você só se acostumou com essa ideia e colocou isso na cabeça. mas no fundo, essa nunca foi você.
- no fundo, Toni. eu sempre serei a vadia ferrada e sozinha.
- não, não diz isso. - peguei em suas mãos. - você não é assim, você nunca foi assim! você é sensacional, Cher. a pessoa mais incrível, sensível e fofa que eu poderia conhecer.
ela negou com a cabeça, soltando as minhas mãos.
- e acredite, ser sozinha não é ruim, se sentir que é. - suspirei pesado. - se você quiser voltar a ser aquela Cheryl que você idealizou que sempre foi, você pode ser sozinha. mas de verdade, nunca vai se sentir. sabe porquê? porque você sabe que sempre que me procurar, vai me achar. então no fundo, você sabe que não vai adiantar nada.
fui surpreendida por um abraço seu.
ela me abraçou forte. ela precisava disso.
- você nunca mais vai se sentir sozinha, Cher. nem que você queira.
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a garota da cadeira ao lado - Choni.
Fanfic[concluída]. Cheryl Blossom, dezesseis anos, no segundo ano do ensino médio. Toni Topaz, dezesseis anos, da mesma série e turma que a Blossom. Toni era nova na escola Riverdale High, por isso ela não tinha amigos sem ser os serpentes. e sempre estav...
