Meu pai se deitou comigo na minha cama e ficou fazendo um cafuné na minha cabeça, o barulho do meu choro foi diminuindo até que o único som que podia ser ouvido é o barulho de nossas respirações. Custei a pegar no sono, mas também quando finalmente consegui dormir, fui acordar somente as 13 hora da tarde do outro dia.
Eu: Por que me deixaram dormir tanto?, a leitura do testamento não era cedo? — Pergunto assim que chego na sala.
Márcio: A leitura foi cancelada — Diz pensativo enquanto a minha mãe andava de um lado para o outro nervosa — Segundo a pessoa que vai ler o testamento, o último pedido do Ramon no dia em que morreu foi o adiamento do testamento!.
Helena: Ainda não entendi o motivo disso — Diz tensa.
Márcio: Pietro disse que Ramon está dando mais uma chance para alguém revelar um segredo antes de ser escancarado em um pedaço de papel, agora quem? — Acabo por franzir o cenho — Eu não sei, Pietro não sabe, ninguém aqui sabe!.
Luísa: Bom, então deve ser sério. Eu não tenho segredo nenhum para revelar, Carla eu acredito que também não, a bola está com vocês aí!.
Eu: Mas então, vamos ter que esperar por quanto tempo?, vou ficar presa nesse inferno de lugar até um de vocês resolver abrir o bico? — Cruzo os braços.
Márcio: Não, vamos retornar ao Brasil — Olho para o Hugo que parecia estar aflito e depois volto o meu olhar para o meu pai — Não posso ficar preso aqui, tenho que trabalhar. Bom. Arrume suas malas e se apronte, partiremos daqui a pouco!.
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Finalmente solo brasileiro, não aguentava mais ficar em Seattle, preciso descobrir que tipo de segredo é esse e qual é o tamanho da importância dele ao ponto de atrasar a leitura de um testamento. Pietro e Catarina vão ficar lá em casa até conseguirem um lugar para ficar, assim que chegamos meu pai pediu para Silvia mostrar os quartos de hóspedes para eles e assim ela fez.
Eu: Vou na casa dos Mendonça, quero ficar um pouco com a Luísa — Luísa tinha ido direto para casa.
Hugo: Vamos juntos então — Afirmo com a cabeça.
Márcio: Espera — Diz parecendo confuso — Ontem, no quarto da Carla para ser mais específico, você chamou a minha filha de "minha vida" — Vejo Hugo engolir seco — Posso saber o porquê?, você nunca chamou ela assim — Hugo me olha sem saber o que fazer e depois olha para o meu pai totalmente perdido demorando a responder — Qual capítulo dessa novela eu perdi? — Cruza os braços intercalando o olhar entre nós dois.
Eu: Do que você está falando, pai? — Me faço de sonsa.
Márcio: Você sabe muito bem, você ouviu ele te chamar daquele jeito — Diz firme — E não foi de um jeito comum, foi mais sentimental — Acabo dando risada tentando parecer calma, mas por dentro eu tremia igual vara verde.
Eu: Você vai criar caos com um simples apelido?, qual é? — Cruzo os braços também.
Hugo: Eu estava preocupado com o estado em que ela se encontrava, Márcio, chamei ela do mesmo jeito que chamo a minha própria filha — Ele se aproxima do meu pai - Qual é o problema?, por qual motivo eu chamaria ela desse jeito com outras intenções?, não estou entendendo você, meu amigo!.
Márcio: Eu não sei, cabeça dos outros é terra que ninguém anda!.
Hugo: Pelo amor de Deus, Márcio, você me conhece!.
Márcio: Justamente por isso. Por te conhecer muito bem eu sei de que quando se trata de mulher, você não vale nada, você não perdoa ninguém, por que a minha filha seria diferente?.
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O Fruto Proibido
Fanfiction"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe". William Shakespeare Fanfic criada no dia 27/07/2022 Fanfic postada no dia 16/09/2022
