A lenda da princesa de Volantis

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I may be heartless but you're naive

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I may be heartless but you're naive

Anne se mantinha longe da cidadela em seu primeiro ano em Torrealta. Os jovens rapazes que treinavam para ser meisters tinham a tola ideia de flertar enquanto podiam com frequência e isso a incomodava. Muitos tinham sua idade, mas ela não queria aquele tipo de atenção. Ela evitava a fé dos sete o máximo que podia, também. Unia-se as septas para fazer apenas a boa frente que sabia ser necessário, então as acompanhava em campanhas pelos vilarejos para auxiliar crianças doentes e levar cestas para os dignitários mais distantes.

Obrigava Lady Sam a ir com ela nesses dias, após pelo menos uma hora de discurso a lembrando que ela era a Lady Hightower toda bendita vez. Com um adoravél pedido ao tio, ele passou a liberar Daeron ocasionalmente para passear com ela, então eles iam voar.

Para o terror dos guardas do castelo, Asaprata tinha cavado um gigantesco covil para si logo abaixo do castelo na pedra da ilha. Ela costumava caçar vida marinha ocasionalmente, mas isso mais assustara qualquer navio que ia ate a ilha do que qualquer coisa. Estavam todos com medo de ser a refeição da gigantesca dragão, mas todos os estrangeiros que negociavam no porto simplesmente ficavam deslumbrados quando encontravam Asaprata e Tessarion nos céus.

Certo dia, pouco mais de um ano após chegarem, Lyonel e Samantha foram de navio enquanto Anne e Daeron voavam. Numa insanidade pelo qual já ansiava a muito, Anne se soltou das correntes de Asaprata e simplesmente saltou ao mar próxima ao navio. Daeron gritou seu nome e Tessarion rugiu, mas Anne subiu depois de um delicioso mergulho. Sam e Lyonel olhavam do navio com terror. Só conseguiram relaxar ao ve-la sorrindo para eles ao subir do mergulho. Depois disso, Daeron acabou cedendo e saltou ao mar também.

Os dois gargalharam enquanto nadavam nas aguas cristalinas e, para o terror do dono do navio, Lady Sam e Lyonel pularam ao mar também. Sam usava um vestido pesado, então ela tirara boa parte do tecido antes de saltar para as aguas perfeitas. Eles passaram um dia fenomenal que gerou absurdos de boatos pela cidade, mas Sam simplesmente não dava a minima.

Ela contara, naquele mesmo jantar, sobre tudo para Ormund. O homem observava sua jovem esposa contar alegremente sobre como Anne a assustara ao pular no mar e como não resistiu ao ouvir os gemeos gargalhando enquanto brincavam no mar.

—Eu fico encantado que tenha se divertido, Sam. É otimo te-los todos aqui. — Ormund voltou-se a Anne e Daeron. — Fazem minha casa mais feliz e isso me faz feliz.

Ormund certamente era estranho por se casar com uma menina tão jovem, mas Anne deixara de pensar mal do primo a aquela altura. Ele era uma pessoa extremamente estranha, entretanto parecia feliz em fazer Samantha a jovem mais mimada, voluntariosa e orgulhosa de todas. Ela, também, podia parecer tola a vista de todos, mas era de uma astucia afiada.

Anne sabia bem que Ormund frequentava bordéis na cidade, então ela supunha que era para não se sentir tentado em quebrar a palavra de esperar Sam chegar a quinze anos. Aos treze, ele já poderia ter consumado, mas a espera fez Anne desgostar menos do homem.

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