A esperada segunda.

2.8K 132 4
                                        

Acordei com meu despertador tocando, finalmente segunda, não sei se sinto alívio ou tensão pelo que vai acontecer nas próximas horas.

Pode parecer bobagem, mas enfrentar Aro e Ravi nessas condições pra mim é amedrontador.

Como todos estão cansados de saber fiz tudo que sou acostumada a fazer nas manhãs depois que meu pai sai para o trabalho.

E obviamente já está tudo pronto, meu banho está tomado, roupa colocada no corpo e estou a caminho da empresa.

Nesse meio tempo penso em como conversar com eles, como chegar até eles e como ter uma conversa que expresse tudo que eu estou sentindo sem parecer nada desastroso.

Eu tenho ansiedade e acaba que as vezes nas coisas mais simples eu atropelo tudo e acaba fazendo besteira.

E também tenho 18 anos, sou bem madura, sabemos que mulheres amadurecem muito mais rápido que os homens, mas ainda sim tenho coisas para aprender e espero que eles entendam isso e me ajudem.

Chego na empresa e na recepção já estou com as pernas bambas de tanto medo e angústia.

- Zoe! Aí está você mulher! O que aconteceu nesses últimos dias que não apareceu mais no trabalho? - Perguntou Cecília.

- Oi Cecília, desculpe não ter falado com você. Eu estava meio mal, estava tendo crises e isso estava interferindo no trabalho. Os meus chefes decidiram me dar esses dias para ir ao médico e me cuidar. - Disse tentando passar verdade em cada palavra que dizia.

- Tudo bem, espero que esteja melhor. Você me deu um susto achando que tinha sido demitida! - Disse horrorizada.

- Credo, nem fale uma coisa dessas. Eu preciso subir agora Cecília, até a hora do almoço! - Disse saindo da recepção.

- Até querida, bom trabalho! - Disse por fim.

Agradeci e já fui indo em direção ao elevador.

As portas se abrem no segundo andar e eu já estou caminhando caindo por cima das coisas.

Paro em frente a porta dos meninos e dou duas batidinhas.

- Entre! - Ouvi ao longe.

Quando abri a porta os vi sentados lado a lado, ergueram a cabeça e me olharam com uma expressão que deduzi ser talvez felicidade.

Quando olhei para a sala num todo lembrei do que aconteceu naquela quarta, imediatamente fiquei corada.

- Zoe! Que bom que voltou. - Disse Ravi.

- Bom dia. Sim, estou feliz de estar aqui novamente. - Disse com um sorriso.

- Sente-se, sinta-se a vontade. - Dessa fez quem fala é Aro.

- Obrigado. Antes de começar a trabalhar gostaria de poder conversar com vocês, se vocês concordarem é claro. - Disse um pouco tímida.

- Claro que sim, sente-se e vamos conversar. - Disse Aro.

- Bom, eu não sei muito por onde começar mas vou tentar ir direto ao ponto. Eu gosto bastante de vocês e sinto uma forte atração, o que aconteceu na quarta foi incrível, incrível mesmo. Eu estive pensando esses dias que estive em casa e eu gostaria de ter algo com vocês. Mas não me levem a mal, eu ainda tenho 18 anos e tem muitas coisas da qual não tenho conhecimento, preciso da ajuda de vocês pra muitas coisas. - Disse nitidamente nervosa.

Percebi que Aro e Ravi se olhavam sorrindo e aquilo meio que aqueceu meu coração.

- Zoe, estamos muito felizes de saber que você nutre por nós o mesmo sentimento que nutrimos por você. Ravi e eu somos muito felizes juntos, são mais de 10 anos de companheirismo, e nunca nada antes abalou tanto nossas estruturas como você está fazendo. Adoraríamos também ter algo com você. - Disse Aro.

- E quanto a sua inexperiência ou sua idade não se preocupe, Aro e eu somos dois homens, faremos de tudo para lhe proporcionar apenas o melhor. Você é uma mulher incrível e a atração que sentimos por você é fora do normal. Prometemos que esse relacionamento será delicioso para nós três. - Completou Ravi.

Dei um sorriso e puxei os dois para um abraço, o primeiro contato que tive com eles foi sexual, e ter esse contato carinhoso com eles me deixa toda derretida.

Eles retribuíram intensamente o meu abraço e logo disseram:

- Estávamos com saudades de você! Fez falta sentada aqui na mesa ao lado.

E foi isso, ficamos longos segundo abraçados.

- Ok, agora estamos tendo algo, não posso dizer um relacionamento pois não tem nada que seja realmente oficial, preciso arrumar uma forma de tentar ao menos conversar com minha família sobre isso. - Disse.

- Não se preocupe, iremos ajudá-la nisso. Queremos conversar com seu pai, precisamos estar ao seu lado. E sobre o relacionamento, AINDA não é oficial, mas logo será, querida. - Disse Aro com sua voz rouca de sempre.

- Tudo bem, obrigada pelo conforto de vocês. Bom, agora eu preciso trabalhar. - Disse rindo.

- Tem razão, nós dois também precisamos. Aro, vai passando para Zoe o que ela precisa fazer, enquanto isso vou revisando alguns papéis aqui pra já ir adiantando. - Disse Ravi.

Ravi me deu um selinho e foi sentar na cadeira dele.

Aro me passou toda a papelada que eu precisava organizar, busquei café para nós três. Eles foram relutantes dizendo que eu não tinha que ficar buscando café para eles e que eles tem uma pessoa só para isso.

Obviamente não me importei e depois de tanto trabalho foi bom movimentar as pernas.

O dia foi muito leve, muito gostoso.

Durante o trabalho brincamos um com o outro, teve alguns selinhos e risadas. Eles são um doce comigo.

Posso dizer que me sinto feliz, não que eu não fosse antes, mas que agora está tudo completinho.

Por fim chegou a hora de ir embora.

- Vamos todos juntos hoje, vamos levar você Zoe. - Disse Aro.

- Não precisa meninos, eu vou de táxi como sou acostumada a fazer. - Disse tentando convencer os dois.

- Não, agora você está com nós. E isso significa que vamos sim levá-la todos os dias para casa e depois que conversarmos com seu pai, passaremos a buscá-la também. - Disse Aro.

- Tudo bem, não vou negar então. - Disse por fim cedendo.

Quando entramos no elevador imediatamente os dois me apertaram como faziam antes no elevador, me deixando meio encurralada entre eles. Demos um sorrisinho um para o outro e quando sinto a mão de cada um deles entrelaça nas minhas. Imediatamente senti minhas borboletas se debatendo em minha barriga.

Quando passamos na recepção todos ficaram olhando nós juntos e Cecília olhou com uma cara de chocada.

O caminho até minha casa foi regado de muita conversa e coisas sobre o nosso futuro relacionamento. Pedi que me deixassem uma rua a cima de minha casa, depois que falasse com meu pai aí sim poderiam me deixar na porta de casa.

- Meninos, obrigado pela carona. Até amanhã. - Disse dando um selinho em cada um.

- Tudo bem querida, até amanhã. - Disseram Aro e Ravi.

Desci do carro e fui caminhando esse uma rua até em casa, minha borboletas não param de bater suas asas.

Não vejo a hora de ver eles amanhã de novo.

Um trisal e tanto Onde histórias criam vida. Descubra agora