Enquanto Joaquim dava instruções para o motorista em uma língua estranha, mas estranhamente eu estava entendendo. João e Júlia olhavam ao redor e para o mapa que guardavam na bolsa procurando um lugar seguro.
- Vocês conseguiram algo? - Joaquim pergunta para Júlia e João
- Se a gente pudesse saber onde eles estão... - João solta um ar irritado
- Que pena que não temos mais a Ana, ela faz falta - Júlia diz com um semblante triste
A chuva só piorava, a neblina estava nos impedindo de ver através dos vidros. As gotas de chuvas caiam no teto do ônibus fazendo sons fortes.
Estava me arrependendo de ter ido com eles. Aquela maldita sensação ruim, talvez fosse minha intuição dizendo que fiz uma escolha errada.
- Aurora?- Joaquim passa a mão na frente do meu rosto
- Oi?
- Você está bem? Parece meio preocupada
- E pq não ficaria? - João se intromete
- Somos todos completos estranhos pra ela e ela pra nós.
- João tem razão. Não estou me sentindo bem, eu deveria ter descido...
- E você ia fazer o que lá fora?- Julia me indaga- Esperar morrer por um deles?
Mesmo eles me alertando sobre aquilo, eu não conseguia acreditar, mas aquela sensação ruim só aumentava.
- Vocês estão falando "deles" o tempo todo, mas a única coisa que está acontecendo até é a chuva. Vai me dizer que aqui nunca choveu antes?- olhei irritada pra eles
Eles me encararam, João estava visivelmente irritado, confesso que estava fofo.
- Você só acredita vendo né? Tudo bem então - Julia fez uma cara deboche
O motorista estava seguindo reto, havia 2 caminhos a seguir.
- Qual vocês acham melhor?- O motorista pergunta no meu idioma nativo, dava para notar seu sotaque carregado. Ele estava visivelmente nervoso e preocupado, suas mãos tremiam.
- Bom...- Joaquim coça a cabeça- Vire a direita
O motorista seguiu e virou a direita.
Senti uma pontada em meu coração, olhei em volta, mas não conseguia ver através do vidro. A chuva lá fora não parava de jeito nenhum.
- Acho que não era o melhor caminho, vamos procurar uma rota melhor- Joaquim olha para o mapa desesperado
Meus instintos estavam aguçados eu conseguia ouvir cada gota cair no teto do ônibus. Aquele aperto no peito me indicando que algo ruim iria acontecer. Eu fui andando lentamente para o fundo do ônibus, e olhei pra a janela à direita. Serrei bem meu olhos par enxergar através da neblina, mas só vi uma nuvem gigante no céu que parecia beijar o chão da terra. Esforcei meu olhos a olhar, mas não conseguia. Abri a janela pra conseguir ver o que estava lá fora.
- Pq você tá abrindo a janela? - João olha pra mim, mas não dei atenção
Aquela nuvem era estranha e parecia estar se movendo.
- Acho que vem um tornado - Falei pra eles escutassem
- Um tornado?- O motorista se desespera mais ainda
Joaquim sem perder tempo brotou do meu lado para ver o tornado
- Isso não é um tornado - Ele serra os olhos
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Um amor que transcende o tempo
Fiksi IlmiahAurora, uma estudante do ensino médio que acabou viajando no tempo sem perceber. Lá ela encontra um mundo totalmente diferente do dela e um belo garoto pelo qual ela se apaixonou. Temas corriqueiros da história: Liberdade, justiça e sentido de vida.
