Cap 9- Segredos ocultos

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Me levantei rápido e minha pressão desceu na hora, quase caí. Se não fosse por Joaquim...

--- Ei, calma. Coma algo primeiro - Ele me segura

--- Tá - Olhei para o teto, era tão alto...

Comi algo e fiz o que tinha que fazer no banheiro.

--- Você quer ir lá de novo?- Joaquim me pergunta

--- Sim. Joaquim, eu preciso saber como era o prefeito Richard.

--- Tudo bem. Vamos lá de novo procurar, vou chamar os outros.

--- Acho que não é necessário...

--- Como ?

--- Nos olhamos todos os lugares, menos no teto. Você percebeu que o único lugar onde o teto era mais baixo, era justamente o último andar. Ficaria fácil ele esconder a agenda lá, só precisaria de um banco para subir.

--- Isso é verdade... - Aos poucos brota um sorriso em seu rosto - Na sala dele tem um pequeno banco, ele facilmente alcançaria o teto, já que era um homem alto.

--- Vamos?

Ele confirma subindo comigo sem avisar os outros. Antes de subir notei que Lucas olhava curioso para nós.
Subimos rapidamente os lances de escada até o sexto andar. Ao chegar lá, estávamos ofegantes, tentando recuperar o ar, acabamos rindo um do outro. Chegamos à sala que ainda tinha cheiro de queimado.

--- Deixamos a janela aberta... - Joaquim assim que entra na sala nota a janela escancarada

--- Isso é o de menos. Acho que ninguém conseguiria subir esse prédio até o sexto andar e roubar algo. E olhe, continua a mesma bagunça de ontem, nada foi alterado.

--- Eu espero- Ele sorri

Joaquim se aproximou da mesa e embaixo dela havia um tipo de caixotinho.

--- Agora só nos resta analisar em que parte do teto ele pôs isso- Ele olhava para o teto minuciosamente para cada canto

Acabei me distraindo com a beleza de Joaquim. Só percebi que estava secando ele, quando ele me olhou sem graça e coçou a cabeça meio confuso. Eu acabei ficando sem graça também.

--- Desculpe- Olhei para o teto tentando achar algo- Acho que não vamos encontrar assim... Pegue o banco. Vamos bater no teto até achar algo falso.

Ele concordou. Como ele era mais alto, ele subiu. Ele deu leves batidas pelo teto tentando achar e finalmente achou.

--- Aqui!- Ele bate de novo - É exatamente aqui onde o barulho está diferente- Ele olha ao redor- tem uma linha fina quase imperceptível traçando aqui.

--- Que bom! - Sorri - Como vamos abrir?

--- Esse é o problema - Ele tenta empurrar, mas não surte efeito- Tem algum jeito de abrir isso... - Ele olha pensativo

--- Deixe- me ver

Ele desceu e eu subi. Realmente, só havia uma linha super fina traçando em formato de um retângulo pequeno. Era mais ou menos do tamanho de duas mãos em cima da outra.

--- Que coisa hein... - Desviei os olhos e eles bateram justamente na lâmpada

Será?

Olhei para Joaquim e para lâmpada.

--- Você tem uma ideia de como abrir?

--- Talvez...

Desci do banco. Fui à mesa novamente, olhei as gavetas, mas não fazia ideia de como íamos abrir aquilo. Se ele não abrisse fazendo força pra cima, ele com certeza abriria para baixo.

Um amor que transcende o tempoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora