Cap 53 - Estevão - parte 1

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POV: ESTEVÃO

Pelo ar da graça, como é difícil conquistar essa garota! Eu não queria ir atrás dela, mas me senti na obrigação.

Para ela, meus sacrifícios não serviam de nada, nem pena ela sentia de mim. Tudo que prometi, tudo que cumpri e meus sacrifícios por ela, tudo isso foi em vão.

--- Aurora, espera! --- Corri atrás dela, mas ela não me deu ouvidos.

--- Senhor! --- Um guarda me segurou, me impedindo de andar.

--- Não vou muito longe --- Tirei seu braço do meu ombro e continuei a caminhar.

Andei pela enorme multidão, mal conseguia ver onde Aurora estava. Eram muitas pessoas xingando e fazendo chacota com os traidores, dificultando muito a passagem.
Revirei meus olhos irritados com tudo aquilo. Eu deveria ter ficado no castelo, enquanto meu pai se diverte guilhotinando pessoas sem rumo.
Eu estava bem perto de Aurora, conseguia vê ela abraçando seu amiguinho que chorava como um bebê e tinha a tonalidade do rosto como de um tomate. Francamente, o que ela viu neles?
Alguém me agarrou no mesmo momento que pensava. Eu parei quando senti algo afiado sendo precisando em minha lateral.

--- Opa! --- Levantei minhas mãos para o ar, esperando que algum guarda notace o que estava acontecendo ali.

Não era a primeira vez que tentavam me raptar, já estava acostumado com isso.

--- Abaixe as mãos! --- Uma voz familiar ordenava.

--- Como quiser... --- Abaixei lentamente minhas mãos, olhei para os guardas, mas aqueles tontos não estavam me enxergando no meio da multidão. --- Quem é você? --- Falei baixo.

--- Não importa! --- Ele respondeu de maneira grosseira.

--- Bom, já que não quer responder, tudo bem! --- Olhei para meu pai que se divertia perguntando o nome dos prisioneiros. --- Sabe que se não baixar essa arma, vai se juntar a eles, não é ? Então o que acha de facilitar sua vida, abaixar essa arma e me deixe ir, não vou nem fazer questão de olhar seu rosto. --- Falei de forma tranquila.

--- Acho que você ainda não se deu conta do que está acontecendo. --- Ele disse de forma confiante

--- É mesmo? --- Ri de sua afronta --- Acho que você que não está entendendo que se continuar me ameaçando, você vai ser o próximo a ter a cabeça voando por aí, enquanto é humilhado por todos o cidadãos de Gliese. --- Falei de maneira firme.

--- CALA A BOCA, SEU MERDA! --- O homem pôs a faca em meu pescoço.

Aquilo não me deixou nem um pouco assustado, mas quando escutei o disparo da arma, minha ficha começou a cair.
Toda a multidão começou a correr desesperadamente de um lado para o outro, estavam pisoteando outras pessoas enquanto tentavam se salvar.
Aquilo tudo era tão idiota, tão irracional, só havia dado um disparo e isso foi o suficiente para o povo correr como um bando loucos.

--- Você vem comigo! --- O homem pôs um capuz em minha cabeça me levando como qualquer um pela multidão.

Antes de colocar o capuz, pude ver os guardas se concentrando perto de meu pai. Ele sem entender o que estava acontecendo, começou a xingar.

Um amor que transcende o tempoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora