Cap 55 - Salve a Rainha

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Ele conduziu o cavalo, por sorte, os Yamas haviam dominado todo o território, então o caminho foi mais ou menos tranquilo. Ao chegar no portão, que era bem menor que o portão da entrada principal, coloca menor nisso, Idila, trouxe Trevon e Talita e assim, saímos das muralhas de Gliese. Eu não tinha noção de quão grossas eram as muralhas.

--- Você está bem? --- Joaquim me analisava do lado de fora. Haviam muitos homens do lado de fora também.

--- Estou...

Ele me encarou sem saber o que dizer. Olhou para os machucados que haviam em meu corpo, devido aos estilhaços.

--- Agora que estamos aqui, preciso fazer minha parte, não é?

--- Não, claro que não! --- Ele me puxou para mais perto --- Eles dão conta, não gaste suas energias com isso.

--- Tudo bem, então. --- Olhei para baixo desanimada.

Por algum motivo me senti mal pelo povo.
O que Apolo disse era verdade, ainda havia pessoas inocentes em Gliese, assim como também havia nos Yama. Se eu agisse, tudo isso iria acabar, mas por outro lado, Gliese continuaria no poder. Era uma decisão difícil.

--- Vem, vamos nos afastar mais daqui. Vou te deixar em um lugar seguro. --- Ele puxou Trevon pelas rédeas enquanto caminhava lado a lado comigo.

Tinha uma espécie de acampamento improvisado do lado de fora, muitas armas e catapultas. Ao chegar no acampamento, avistamos muitos soldados feridos.

--- Tome conta dela. --- Joaquim falou com um jovem rapaz muito bonito.

--- É claro! Quem é a dama? --- O jovem moço beijou minha mão.

--- Aurora, me chamo Aurora.

--- Alan, prazer em conhecer. --- Ele disse amigável.

Voltei meu olhar a Joaquim, ele tinha um olhar cabisbaixo.

--- Bom... Eu preciso ir. --- Ele se retirou indo em direção a entrada da barraca.

--- Espera! --- Corri até ele --- Onde vai?

--- Preciso ajudar os outros. --- Ele me olhava nos olhos.

--- Por que? Você disse que eles iam dar conta.

--- Preciso cumprir com minha promessa --- Ele deu um leve sorriso forçado --- Eu volto te ver assim que acabar. --- Ele acariciou meu rosto, com um olhar meigo e brilhante.

--- E se você não voltar...

Eu não dizia isso brincando, tinha medo do que poderia acontecer, uma guerra não é brincadeira. Só se morre uma vez!
Eu me sentia mal por ele, sentia como se algo ruim fosse acontecer.

--- Eu vou ficar bem --- Ele sorriu --- Já você --- Ele bateu levemente com a ponta de seu dedo indicador em meu nariz --- Trate de tomar cuidado! Se Idila não estivesse com você, teria sido fuzilada.

Eu olhei para baixo. Me senti um fardo, mas eu podia ajudar. A única forma de acabar com a guerra entre os dois povos, era trazendo outros motivos para guerrear e esse motivo, é o motivo pelo qual existem tantas guerras aqui, os monstros!

Um amor que transcende o tempoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora