Nós já tínhamos decidido que só sairíamos de manhã e de noite para tomar banho e fazer nossa higiene.
Aquilo era bem difícil, até porque, como iríamos nos prender até de noite? Acho que levaram muito ao pé da letra o que Joaquim disse...
Depois de enrolar muito. Fui até Mada. Um pouco apreensiva, falei com ela enquanto os meninos viam alguns rabiscos no caderno.
--- Oi, Mada. - acenei pra ela
--- Oi - Ela dá um leve sorriso
Tá, talvez ela não esteja irritada comigo.
--- Então... - Como falo disso com uma garota que não tenho um pingo de intimidade, eu nem tinha dito "Oi" para ela.
--- Você quer perguntar algo coisa? - Ela me olha confusa
--- É que... - "E se ela não menstruar e me acha uma estranha?"
--- ...Que?- Ela tenta me incentivar a falar
--- Me desculpe falar disso, mas... - Abaixei meu tom de voz- É que eu tô naqueles dias... Mestruando, sabe?
--- Ah, sim! - Ela diz alto - Você quer alguma coisa pra não se sujar - Ela vai até a bolsa dela pegar algo
--- Sujar de que? - João larga o livro dele
--- É coisa de menina João, vai tomar conta da sua vida, vá! - Ela continua procurando em sua mochila
--- Sua chata! - Ele volta a seu livro
--- Aqui! Achei
Ela pega uns pedaços de pano e linha de costura. Ela começou a costurar e fez um absorvente de pano. Eu não estava familiarizada com a ideia, e aparentemente achava nojento. Ela me explicou como lavar e disse para ir intercalando. Ela fez 3 e me deu.
"Vá se acostumando com sua nova vida, Aurora"
João lia o livro que ele havia roubado lá de cima, e após terminar ele, abriu o caderno que pegou do porão. Ele abriu a boca e ficou folheando as páginas, até que nos chamou.
--- Gente... Vem ver isso aqui
Nos aproximamos dele. No caderno havia muitas escritas e desenhos.
--- De quem é esse caderno? - Mada pergunta
--- Não sei - Ele olha nas folhas - Não tem nome.
Ele continuou folheando, havia monstros, tantos os que se pareciam com sombras, como os de gelatina e havia um igual ao do meu sonho.
--- Eu nunca vi um assim... - Mayron aponta para o monstro
--- Eu já... - João olha a figura irritado - Foi esse o monstro que matou os bebês...
Mada vendo a perturbação de João, passou a página.
Então o monstro que pegou Richard em meu sonho e o mesmo que matou os bebês.
Ele continuou folheando, até aparecer um desenho que parecia com o castelo do meu sonho. Por que tudo batia? Aquilo era realmente um sonho? Ou uma lembrança...
No fim, tomamos nossos banhos, e fomos fazer nossa janta.
O dia foi tranquilo e ficamos distraídos vendo o que tinha na sala e o que achamos que era. Cada um com suas teorias. Quando fomos dormir, fiquei pensando em Joaquim e se eles já haviam chegado à cidade...
Lembrei de nosso abraço, por mais que nós estivéssemos nervosos, foi um abraço super gostoso. Não durou muito, mas foi muito bom. Lembrei das vezes que nossos rosto ficara próximos... Tudo aquilo tava mexendo comigo, estava criando várias fics na minhas cabeça. Talvez fosse o efeito da menstruação, mas queria que ele estivesse aqui, queria abraçar-lo de novo, só que dessa vez, mais demorado. Queria ver seu lindo sorriso e seus olhos brilhantes, queria sentir o calor de seus corpo, queria encostar minha cabeça em seu ombro largo...
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Um amor que transcende o tempo
Science FictionAurora, uma estudante do ensino médio que acabou viajando no tempo sem perceber. Lá ela encontra um mundo totalmente diferente do dela e um belo garoto pelo qual ela se apaixonou. Temas corriqueiros da história: Liberdade, justiça e sentido de vida.
