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--- Pelo que parece, Estevão sabe onde estão os Yama, já estão enviando soldados para começar atacar eles.
--- Como ele descobriu onde estão?
--- Pelos espiões. Alguns se infiltraram na sua sociedade... Pelo que entendi, pegaram um líder bem influente em Gliese, ele estava passando informações para os Yama, disseram que vão guilhotinar ele hoje na praça.
--- Guilhotinar? - Olhei horrorizada.
--- Sim. Parece que estão desconfiando de algumas pessoas aqui no castelo também. - Ele tinha uma feição receosa.
E com certeza, eu era uma dessas pessoas que desconfiavam.
--- Você... - Me aproximei dele - Você faz parte dessa sociedade? - Falei baixo - Não sou contra, sabe, me parece que ambas as sociedades são egoístas e ...
--- Não, não sou! - Ele me cortou - Nem faço questão de ser. Os Yama tem seus motivos para querer nos atacar, mas estão pondo vida de pessoas inocentes em risco e eu não sou a favor disso! Jamais serei! - Ele falava determinado.
--- Você tem razão... Tem muitas pessoas inocentes em Gliese que não tem absolutamente nada a ver com essa guerra.
O clima ficou meio estranho entre nós por um tempo.
--- Já viu os preparativos para o casamento?
Por que sempre me lançavam essa pergunta?
--- Não, estou tão preocupada com tudo que está acontecendo que nem me lembro do casamento direito...
--- É claro - Ele olhou sem jeito para os lados - Como pretende fugir daqui? Isso vai ser quando?
--- Calma, quando for a hora eu irei informar, ok?
Ele balançava a perna ansiosamente.
--- Tá bom! - Ele soltou um ar irritado.
--- Era apenas isso que ia me dizer? Se for, já vou indo.
--- Era - Ele se levantou indo em direção a porta e eu o acompanhei - Tchau
--- Tchau...
Era difícil entender essa lógica de Apolo, todos sabem que há pessoas inocentes em Gliese, assim como há com os Yama. A guerra era algo inevitável, ninguém iria enfrentar seu próprio governo e dizer que não iria lutar, simplesmente iriam abaixar suas cabeças e lutar pela guerra que nunca travaram. É essa a vida, e simplesmente tínhamos que aceitar.
O que me dava a entender era que Apolo tinha seu lado preferido, apenas queria que as coisas melhorassem em Gliese, apenas isso.
Desse jeito fica difícil fugir, não existe lugar bom.
Pra onde fomos, vamos ver injustiça e ruindade, seja dos governantes ou do próprio povo.
Talvez levar Apolo comigo não seja uma boa ideia.
--- Aurora, que bom te ver! - Samila veio toda empolgada até mim.
--- Oi... - Ela me abraçou - O que foi?
--- Apenas estou feliz em te ver... - Ela me olhou sem jeito - Soube das notícias em Gliese? - Ela entrelaçou nossos braços e começou a caminhar.
--- Quais?
--- Sobre o homem infiltrado?
--- Ah, sim.
--- Você vai ir, não é?
--- Não estou a fim de ver um homem sendo guilhotinado.
--- Soube que outros foram capturados também... e um deles, é pai do seu amigo. - Ela parou de andar e me encarou seria.
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Um amor que transcende o tempo
Ficção CientíficaAurora, uma estudante do ensino médio que acabou viajando no tempo sem perceber. Lá ela encontra um mundo totalmente diferente do dela e um belo garoto pelo qual ela se apaixonou. Temas corriqueiros da história: Liberdade, justiça e sentido de vida.
