Aurora, uma estudante do ensino médio que acabou viajando no tempo sem perceber. Lá ela encontra um mundo totalmente diferente do dela e um belo garoto pelo qual ela se apaixonou.
Temas corriqueiros da história: Liberdade, justiça e sentido de vida.
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--- Está ótimo senhorita! - Talita me elogiava - Quer passar algo no rosto? Está com um semblante abatido. - Ela pegou um pote com pó rosado.
--- Pode ser...
Eu sabia que as únicas coisas que podiam me curar desse aspecto, era sol e comida. Pelo visto fiquei um bom tempo desmaiada de novo. Descemos até a sala da refeição. Todos olhavam para mim como se vissem um morto que ressuscitou. Eu, nem um pouco irritada com tudo aquilo, olhava eles de cima a baixo com cara de nojenta, eles logo desviaram os olhares. Me sentei a mesa longe de todos. Um ponto destacado.
--- Aurora! - Samila se sentou ao meu lado
Pela primeira vez vi Apolo se sentando à mesa conosco. Ele sentou ao lado de Samila.
--- Hoje está tão quente! - Ele fez um coque em seus cabelos.
--- Raras vezes faz sol em Gliese... Talvez hoje seja um ótimo dia! - Ela sorri
--- Um ótimo dia nesse calor infernal? - Ele pegou algo para comer
--- Por que não? - Ela pegou um pão
Ficamos em silêncio por um tempo, apenas mastigando. Talvez não fosse apropriado indagar Apolo sobre a substância aqui na mesa, mas a probabilidade de não nos encontrarmos depois era grande. Nessa de vou ou não vou, não fui. No fim todos fomos fazer nossos afazeres.
--- Articule mais sua boca quando for falar - A professora me explicava
--- É um pouco difícil...
--- Com o tempo você pega! Está indo muito bem, Aurora. Por hoje é só! - Ela sorriu para mim
Guardei meus livros de estudo. Novamente, peguei o livro sagrado, mas era difícil entender... Fechei ele desanimada. Quantos dias estou aqui?... Lucas! Eu preciso saber o que aconteceu com ele! Sai do meu quarto a velocidade da luz. Desci as escadas com cuidado. Não havia ninguém na recepção, a não ser o guarda.
--- Senhor! - Me aproximei dele
--- Diga?
--- Sabe se houve alguma... alguma morte nesses tempos?
--- Como?
--- Morte, morte a guilhotina, ou algo do tipo.
--- Não, não houve.
--- Ah, sim, obrigada! - Me afastei novamente
Céus! Eu preciso por minha cabeça no lugar... Meus amigos devem estar preocupados, ou talvez não... Talvez eu devesse sair um pouco, mas será que posso? Ah! dane-se! vou sair. Sem pensar, passei pela porta do palácio. fui andando até o lado de fora, um pouco antes de pegar meu cavalo, alguém me chamou.
--- Ei garota! - Uma voz familiar dizia com arrogância - Onde pensa que vai?
Olhei para trás, um pouco irritada. Devido ao sol, não conseguia enxergar direito, pois ele fazia reflexo no capacete do guarda.