Cap 45 - Formando aliados

50 9 0
                                        

O que tanto esse garoto faz? Segui ele com os olhos enquanto descia as escadas. E se eu seguir ele... Olhei para minhas vestimentas, ficaria fácil saber que sou eu, caso ele me visse.
Subi ao meu quarto e pus uma calça preta, um blusão branco e peguei a adaga que Joaquim havia me dado.

Olhei o corredor e desci. Onde será que ele está?
andava perto das portas, qualquer coisa, era só entrar em uma delas.

--- É difícil arrumar um antídoto para isso! - Escutei a voz de Fátima subindo as escadas.

Me escondi em uma coluna para não ser vista.

--- Você acha então que o melhor método é passando o poder divino? - Eu escutei a voz de Apolo.

--- Até agora, sim - Ela tinha a voz cansada.

--- Mas ela corre risco morrer?

--- O importante aqui, é o poder divino - Ela continuou a subir as escadas.

Era tão bom saber como se preocupavam comigo, me sentia super acolhida!
Eu precisava saber mais o que estava acontecendo. Dei uma leve olhada no corredor, Apolo estava vindo por ele. Era minha chance de faze-lo confessar tudo sobre Fátima e suas experiências. Puxei minha adaga pronta para ataca-lo. Ele estava perto, pudia ouvir claramente seus passos.

"Yama, se está me ouvindo, preciso de você agora!"

Segurei firme a adaga pronto para o atacar, mas ele parou. Fiquei confusa por um momento até escutar o barulho dele destrancando a porta da sala logo do outro lado da coluna. Tudo bem, só preciso atacá-lo pelas costas. Minhas carnes tremiam, eu nunca tinha feito isso antes.
Ele abriu a porta e foi quando sai de trás da coluna. Pus a adaga em seu pescoço pelas suas costas, ele levantou as mãos e ficou paralisado.

--- Entre e me dê a chave! - Falei em um tom firme.

Com cuidado ele me deu a chave que estava em sua mão direita.

--- Entre! - Eu caminhei com ele para dentro do quarto.

Fechei a porta atrás de nós e tranquei com a chave.

--- Que história é essa de tirar meu poder divino? - Aproximei mais a adaga de seu pescoço tentando lhe passar medo.

--- Não é necessário isso, Aurora. Abaixe essa adaga. - Ele dizia serio.

--- Diga logo! Estão tentando me matar?! - Fiz uma leve fissura em seu pescoço.

--- Aurora... Abaixa essa adaga, agora! - Ele tinha a voz potente.

--- E deixar você ir sem me dizer nada de novo? Eu não vou te soltar até você me contar tudo que Fátima anda fazendo comigo! Comece a contar logo, não temos tempo!

--- Você veio tirar informações do mutante mais forte de Gliese? - Ele pus suas mãos em meu antebraço - Acho melhor você tirar a adaga de meu pescoço, ou então vou usar da brutalidade com vc.

Como você é burra, Aurora! Abaixei minha adaga e me afastei dele. Apolo se afastou de mim, pôs a mão no pescoço que sangrava um pouco.

--- Por favor, não conte a ninguém sobre isso... - Tentei passar um ar de arrependimento.

--- Tudo bem... não vou contar - Ele tinha um olhar preocupado.

Aquilo havia me surpreendido, pensei que ele seguisse 100% as regras em Glieses.

--- Sei o que Estevão tem feito com você ultimamente, mas quando tentar ameaçar alguém, ameace uma pessoa fraca. - Ele dizia sério.

Eu guardei a adaga, agora não sabia quem tirar informações. Se tentasse o mesmo com Samila ela iria contar tudo para os outros depois, só me restaria matar ela, mas onde iria esconder seu corpo?

Um amor que transcende o tempoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora