Aurora, uma estudante do ensino médio que acabou viajando no tempo sem perceber. Lá ela encontra um mundo totalmente diferente do dela e um belo garoto pelo qual ela se apaixonou.
Temas corriqueiros da história: Liberdade, justiça e sentido de vida.
Na manhã seguinte tive aula e conversei com Samila sobre a tal substância que haviam me injetado no primeiro dia.
--- Eu esqueci completamente de falar com Apolo. Talvez ele esteja livre mais tarde, irei perguntar a ele.
--- Tudo bem...
Talvez eu devesse perguntar pessoalmente para ele. Depois do almoço fui para a sala onde iria sofrer mais uma Mutação.
--- Relaxe... - Fátima aplicava o antídoto em minha veia.
Estevão parecia nervoso olhando de longe para mim.
--- Tem certeza que não sentiu nada ontem? - Fátima olhava para o aparelho estranho.
--- Sim, não senti nada.
Ela esperou alguns segundos, mas nenhum efeito surtiu. Ela pegou outro antídoto, parecia receosa e aplicou novamente. A essa altura do campeonato eu não podia mais desistir, essa porcaria já devia esta fazendo efeito em meu organismo. Aos poucos meus olhos foram pesando até que adormeci.
. .
--- A pressão dela está instável! - Escutava ao fundo as vozes, mas não conseguia abrir os olhos.
--- PEGUEM ESSA SERINGA! - Eu pude ouvir a voz de Fátima
Meu coração estava muito acelerado eu não conseguia respirar. Senti Fátima enfiando algo em meu nariz. Meu corpo doía, estava tão quente. Senti a agulha atravessar meu braço.
Minha mente foi levada para outro lugar.
--- Aurora... - Escutei uma voz grossa e masculina ao longe - Por que faz isso com nosso corpo?
--- Quem é você? - gritei ao longe
--- Não importa... Diga, por que não o usa corretamente? Deixe de ser tola! Acabe com Gliese sua inútil, humana! - A voz engrossava mais e ficava estridente.
Ao longe pude ver uma grande sombra.
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--- Yama...
Fui retirada do local. Meu corpo automaticamente levantou, acordei desesperada com falta de ar.
--- Aurora! - Estevão me abraçou - Pelos deuses, Fátima! NUNCA MAIS DE DUAS DOSAGENS PARA ELA! - ele grita e guarda sua adaga.
"Que merda tá acontecendo aqui?" Eu continuava ofegante tentando recuperar o ar.
--- Consegue se levantar? - ele me tira da cama
--- Me sinto fraca... - Meus lábios estavam secos e meu corpo amolecido e dormente, até o toque mais leve parecia que iria arrancar minha pele fora.
--- Eu vou cuidar de você - ele me pegou no colo.
Com os olhos pesados e ardendo, fechei eles novamente. Enquanto Estevão descia as escadas comigo no colo, sentia todo meu corpo doer a cada movimento seu. Meus ossos pareciam que iam quebrar a qualquer momento.