Cap 46 - Fugidinha

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Estava subindo as escadas quando vi Estevão descendo, ele tinha uma expressão abatida. Ele não havia lanchado e a reunião só acabou agora pelo visto. Ele passou por mim sem dizer nada.
Eu preferia assim, pelo menos ele não estava fingindo ser legal comigo...
Continuei subindo as escadas, olhei para os lados e subi até onde fica Fátima.
Andei pelas salas tentando achar informações.
Eu entrei nas salas, havia muitos papéis, todos eles de difícil compreensão. Além de estar em Glienses, tinha muitos desenhos de fórmulas, eu pus no lugar.
Continuei olhando nas gavetas, mas eu não compreendia nada.
Droga! Desse jeito não vou a lugar nenhum.
Olhei o corredor e sai pela sala. Parei em algumas portas para ver se escutava algo, mas não havia ninguém lá. Só tinha Fátima, acho que o restante estava se preparando para o almoço.
A substância vermelha veio em minha mente, pra que servia aquilo? E onde eu pus a substância?
Pai, nessas horas queria você vivo... Mesmo sendo maléfico, tenho certeza que você me diria a verdade.
Desci antes que alguem me visse lá, fui almoçar.

Como demorei, o único lugar era só lado de Estevão.
Mesmo que houvesse outros lugares, era um pouco estranho me sentar ao lado de pessoas que não conheço.
Um pouco irritada pela vida que estava tendo, caminhei até a cadeira e me sentei ao lado de Estevão. Ele fingia que eu não estava ali.
Foi estranho, mas estava ótimo assim.

Após o almoço fiquei vagando pelo castelo achando que poderia obter alguma informação, mas não consegui nada além de fofocas...

Que merda! Eu precisava de uma rotina melhor já que não posso sair mais...
Subi ao quarto. Estevão ainda não sabia da adaga. Eu fazia questão de guardá-la em um lugar bem seguro para que ele não tomasse de mim, como fez com o colar.
Retirei a adaga de trás do pé da cama, analisei seu cabo, era detalhado...

Andei até a frente do espelho

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Andei até a frente do espelho. Olhando meu físico, ninguém temeria a mim, eu era uma garota magra, e não era tão definida... Nem uma criança de 5 anos temeria a mim. Eu precisava mudar meu físico, até para ficar mais saudável e ver se minha pressão ficava boa.
Um físico que eu almejava... O físico dos meus amigos, todos definidos, alguns magros outros mais carcasudos, mas todos definidos.
Preciso dar um trato no físico e vou começar agora! Guardei minha adaga no lugar, mudei de roupa e comecei alguns exercícios. Não demorou muito para minha pressão baixar e eu me sentir uma completa fracassada por não aguentar 10 flexões e 30 agachamentos. Eu sou tão sedentária assim? Que droga! Recuperei meu fôlego e voltei a malhar, mesmo com a pressão baixa, eu precisava continuar, preciso ter força física para lutar. Se eu continuar tão fraca, não vou conseguir nem apunhalar uma pessoa com essa adaga.
Na hora, me vinha na cabeça as vezes que vi Joaquim apunhalando monstros, não parecia nada fácil... Preciso pelos menos ficar mais forte que agora.
Após suar como cuscuz e sentir todo meu corpo tremer, tomei banho, coloquei o vestido.

--- Senhorita, vai lanchar?

--- Sim, já vou descer!

Ao chegar no salão, Estevão estava comendo o que podia em uma velocidade assustadora. Ele estava visivelmente irritado com algo, mas não era eu que ia perguntar alguma coisa.
Comi tranquilamente a mesa, ele me encarou irritado e depois se mandou.

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