cap 42 - A morte está batendo na porta

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Andei sem rumo pelo castelo, fiquei no jardim. Ele ficava logo atrás do castelo, era muito bonito. Fiquei lá por um tempo, até que comecei a escutar uma melodia, era um piano.
Andei devagar seguindo a melodia, havia um pequeno lugar no meio do jardim.

Eu avistei um piano, mas não conseguia ver quem era

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Eu avistei um piano, mas não conseguia ver quem era. Me aproximei devagar e consegui ver, era Estevão. Não sabia que ele tocava piano, sua melodia era animada e um pouco assombrosa em algumas partes, mas era muito boa.
Continuei escondida, não queria que ele me visse. A melodia mudava constantemente, estava numa melodia assombrosa e logo ficava alegre de novo. Essa melodia parecia muito com Estevão, uma hora era animado, meigo, carinhoso e tudo de bom, mas de repente ficava irritado, agressivo com as palavras. Eu me afastei do local assim que percebi que ele parou de tocar.
Andei pelo jardim sem rumo.
Que dia... Olhei para os céus cinzas, até sentir algo me puxando pela cintura.

--- Aaaah! - estapiei

--- Ei! Sou eu! - Estevão segurou minhas mãos.

--- Ah... O que você quer? - Me ajeitei

--- Apenas te dar um susto... - Ele sorriu levemente.

--- Sério? Já conseguiu fazer. Já pode ir! - Me virei.

--- É assim que fala comigo? - Ele me puxou para ele novamente - Por que me trata assim? - Ele tirou uma mecha de cabelo do meu rosto.

Eu fiquei sem reação, por mais que tivesse problemas com Estevão, ainda achava ele extremamente atraente.

--- Continue a me olhar assim e vamos parar na cama mais cedo...

--- Você é ridículo! - Bati nele para me afastar.

Ele sorria para mim. Quando me acalmei ele segurou minhas mãos.

--- Diga uma data... - Ele brincava com a aliança em minha mão.

--- Não sei... Você tem muitas tarefas, quem deveria ver isso é você.

--- Por mim eu marcaria hoje mesmo. - Ele pôs minhas mãos em seu rosto - Eu preciso implorar para ver que sou um homem carente? - Ele esfregava o rosto em minhas mãos, como um gatinho pedindo afeto.

Estevão não era completamente Glienses, nem terráqueo, mas tinha uma pele melhor que a minha, macia e lisa.

--- Aurora... - Ele me aproximou dele - Estou carente de você, me de afeto. - Ele beijou minha bochecha.

Só de imaginar a diferença de idade que tinha de um para o outro... Minhas bochechas estavam pegando fogo com suas confissões.

--- Estevão... Você não me acha muito nova para você... - Eu tentei afastá-lo.

--- Muito nova? - Ele me olhou confuso - Somos dois adultos... - Ele disse perto de meu ouvido e eu dei uma leve estremecida - Você quer? - Ele fez uma trilha de beijos até minha boca.

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