cap 29. | the new era.

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QUEBRA DE TEMPO: 2 semanas.

Era estranho não ter mais Agnes por perto como estava antes

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Era estranho não ter mais Agnes por perto como estava antes. Crescemos juntos, vivenciamos coisas juntos, éramos bons amigos. Posso confessar que foi de foder saber dessa suposta traição vindo dela, ela era uma boa jovem, uma boa mulher, porém; Bill era a minha prioridade.

E sempre vai ser.

— Arrumou suas coisas? — o gêmeo mais novo estava debruçado a porta do hotel.

Estávamos na Alemanha novamente para um turnê em Berlim, fazia tempos que não sentia o aroma de Berlim, e isso me enlouquecia.

— Minhas bolsas estão na recepção com Georg. — queimava minha bituca de cigarro, a jogando fora, logo, minha visão se redirecionava a sua, podia vê-lo feliz.

— Ótimo! — ele sorria. — Olívia vai nos acompanhar até o set.

— Ela vai ir com a gente? — o olhava perplexo, meus olhos brilhavam.

Depois daqueles 4 anos, qualquer um e até meu subconsciente sabia que qualquer oportunidade que eu tivesse de ficar com a garota, eu agarraria como um peixe na isca.

Meu irmão assentia com a cabeça dentre um enorme e brilhante sorriso em seu rosto, estava em paz. Seus olhos de repente se redirecionavam à esquerda do meu lado, minha nova guitarra.

— Edição limitada. — o mesmo ria abafado. — Custei a achar isso.

— Custei a achar isso aqui também. — dizia entre-pegando uma paleta de cores escuras, chamativas, deixando a amostra para Bill.

— Tá zoando. — Bill me olhava perplexo. — Como você sabia????

— Você enchia a porra do meu saco falando dessa paleta a semanas. — eu ria o entregando. — Foi por uma boa causa, me agradeça.

E no mesmo segundo, seus braços agarraram fortemente meu tórax, arremessando um de nossos abraços mais sinceros que já havíamos dado um ao outro. Um sorriso escapava de meu rosto, ele sabia me fazer sorrir a qualquer custo.

— Feliz aniversário, Kaulitz 1.

— Feliz aniversário, Kaulitz 2. — eu disse enquanto ríamos feitos crianças de cinco anos.

Parecia que naquele momento, todas as minhas lembranças e sentimentos de quando tínhamos essa mesma idade, vinham a tona.

Eu tinha saudades do velho pão que meu pai fazia enquanto Bill estava ao meu lado com uma cara emburrada por acordar cedo, odiando desde sempre creches e colégios. Sempre foi um rebelde, na verdade, sempre fomos. Era como se eu pudesse vê-lo pequeno novamente em minha frente, sempre com seus olhos brilhando e um sorriso genuíno entre seus lábios vermelhos como um morango, aquele morango docinho que pegávamos na cesta enorme de frutas da nossa avó.

— Ei, não chore. — despertava com a fala de Bill, enquanto enxugava a parte contrária de meus olhos.

Aqueles pensamentos haviam tomado conta de mim novamente e os pensamentos que eram de saudades, haviam se tornado um sentimento de culpa.

— Desculpa por ter te deixado tão sozinho naquele dia. — escondia meu choro o olhando puramente, meu irmão sabia do que eu estava falando.

Um ardor forte invadia minha garganta enquanto tentava não deixar escapar novamente minhas lágrimas de meus olhos, era torturante.

Carregar a culpa de saber que poderia ter ajudado Bill a não ser molestado e acabar com aqueles filhos da puta era torturante, era um pesadelo que eu mesmo sabia que nunca iria me deixar. Todas as noites me pegava pensando nessa merda, e eu sempre, sempre chorava.

— Aqueles merdinhas nunca vão saber do quão forte você era pra acabar com eles, Tommy. — suas mãos gélidas seguravam firmemente, porém, suavemente, meu rosto. — Você não teve culpa, e olhe por outro lado, olhe pra tudo o que conquistamos juntos.

— Quero te fazer feliz hoje. — pegava firmemente em seus ombros, determinado. — Quero sempre fazer o nosso aniversário como se fosse o único dentre todos eles.

— Vamos lá! — o mesmo sacava um sorriso de canto correndo ao elevador enquanto puxava minha mão.

— Minha guitarra! — o olhava desesperado.

— Pipipi, popopo! — debochava. — Claro que irei pedir ao Stalin pegar, idiota.

Stalin? A porra do Jacob Stalin?

— Nem fodendo. — minha voz indagava. — Ele tá aqui?

— Olívia convenceu ele a vir. — meu irmão ria. — Te desculpou pelas merdas que você fez, ou pelo menos fingiu desculpar.

Em todos aqueles anos, eu nunca mais teria visto Jacob, o homem que era uma figura paterna pra mim e para Bill. Foi esquisito e doloroso não ter mais aquele negão grande e forte na nossa cola quando éramos moleques com aquela voz de He Man, ele sempre foi um fodido homem do caralho.

Após ter visto a garota de fios cor-de-mel pela última vez, perdia também o mesmo de vista. Havia escolhido cuidar da mesma pelos seus problemas com sua mãe, e claro, sabia de como a situação entre nós iria ficar. Ele era inteligente, não guardava mágoa de si.

Porra, eu iria vê-lo depois de anos assim como vi Olívia novamente.

Olívia não, a mulher da minha vida.

– 𝗾𝘂𝗲𝗯𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼.

Meus pés batiam freneticamente ao chão enquanto eu e os rapazes estávamos no aeroporto esperando por Olívia e Jacob, era notório.

Apesar de ser meu aniversário, ou melhor, nosso aniversário; eu estava noiado com perturbações repentinas. Não poderia negar que toda aquela situação que passei em me afastar obrigadamente da garota teria me causado um trauma, um trauma de abandono. Não era culpa dela, de modo algum, não poderia ter jogado a culpa em si mesmo tendo confiado na mesma. Ela era um anjo; e ainda é.

— Olá, rapazes. — Stalin nos olhava atentamente.

Meus olhos se trancafiavam com os seus, aqueles olhos amarronzados como carvalho queimado.

O negão era o mesmo.

𝗻𝗼𝘁𝗮 𝗱𝗮 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗿𝗮!

oi xuxus, reapareci!

finalmente fim de semana, meu corpo pedia arrego e a ansiedade de vocês também 😭😭 mas não se preocupem, hoje a noite sai cap 30 e amanhã 31!

e caso não estejam lembrados, após o capítulo 31 ser lançado, irá faltar 9 capítulos para a The new era acabar e logo assim a The final era irá ser botada em prática! ansiosos? KKKKKKK vai acontecer coisa pra caralho, e digo mais 😜

aliás, gostaram da nova capa? fiz com carinho!

beijos de luz!

Promise me. - Tom KaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora