★ ONDE uma garota de cabelos da cor-de-mel veio a Lípsia, se tornando melhor amiga dos gêmeos Kaulitz. Mas, com Tom Kaulitz, era apenas uma amizade em primeira mão?
Reviravoltas, choros, risos, quebras de expectativa e melhores experiências. "Promis...
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Porra, porra, porra, porra, Tom! Pense em algo a não ser chorar que nem um bebezão que acabou de sair das fraldas.
Olívia respirava inquieta e desacordada em meus braços enquanto a multidão se aproximava cada vez mais, logo se tornando uma aglomeração energética.
Bill, claro, sendo o mais energético.
— Passe com a Olívia! — prendia suas mãos suadas de nervosismo enquanto arqueava seus olhos idênticos a mim. — Eu te dou cobertura.
Assenti com a cabeça enquanto pegava forças para me levantar junto da garota.
Por sorte, meu irmão estava ali afastando todas aquelas pessoas nojentas que mesmo preocupadas fediam a whisky seco, o que me fazia ter ânsia de vômito naquela mesma hora. Tudo estava que nem um redemoinho e meu único pensamento era mulher dos fios de chocolate cujo sofria dor em minhas mãos; meus braços.
"Se eu pudesse tirar toda essa sua dor, e passasse para mim; eu o faria." Sussurrava baixo próximo aos ouvidos da mesma enquanto afundava meu rosto em sua clavícula para me afastar do braço alto e longo de Bill.
– 𝗾𝘂𝗲𝗯𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼.
Os sons emitidos pelos meus pés batendo naquele conjunto de quartzo branco do hospital mais próximo que achamos poderiam ser escutados de longe. Minha inquietação era perceptível, enquanto o gêmeo mais novo checava os horários de visita para o quarto da garota dos fios cor-de-mel.
— Toma isso. — Georg me entregava uma cápsula.
Olhei feio. Logo, o olhava.
— Que porra é essa? — arrastava minha voz, que tanto chorar, já era flácida.
— Tramadol, cacete. — seus olhos se encontravam com os meus. — Para de falar tanto e preserva essa sua garganta antes que eu também vá comprar uma pastilha, agora, toma.
Enquanto acabava de dizer, avistava um copo d'água em suas mãos e um sorriso singelo sem nem mostrar seus dentes.
Engoli fundo, não podia reclamar.
— Obrigado. — concordava e logo tomava a cápsula. — Bill já resolveu as coisas?
— Não. — puxava sua cabeça para o lado, observando o mesmo. — Tá com dificuldades pra conseguir vagas.
— Vagas? — prestava atenção. — Como assim vagas?
— Segundo a recepcionista, não tem mais alguma vaga para visita. O hospital tá cheio.
Um fervor subiu e logo tomava contava conta de mim. Apertei o copo que ainda estava em minhas mãos, dando ao mesmo que se sentava ao meu lados; logo, indo direto a recepção.