★ ONDE uma garota de cabelos da cor-de-mel veio a Lípsia, se tornando melhor amiga dos gêmeos Kaulitz. Mas, com Tom Kaulitz, era apenas uma amizade em primeira mão?
Reviravoltas, choros, risos, quebras de expectativa e melhores experiências. "Promis...
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O comportamento cabisbaixo de Olívia teria atiçado minha ansiedade aguda, porém, não queria que minha mente entrasse de cabeça em alguma paranóia possível.
Seus pulsos estavam gélidos, seu corpo estava imóvel e podia ouvir sua lenta e demorada respiração. Seu perfume de France que lhe dei em seu aniversário subindo cada vez mais em meu canal nasal, fazendo com que um sorriso bobo fosse exposto entre meus lábios. Apesar de estar estranha, ainda acreditava que estava tudo bem.
— Que tal irmos ao Night Club hoje? — Georg comentava enquanto prendia seu cabelo. — Não podemos deixar o aniversário de vocês dois passarem tão batido...
Eu bufei enquanto Bill abria um enorme sorriso em seu rosto, era sempre assim. Enquanto eu tinha receio absoluto das ideias, ele metia a cara.
— Faz tanto tempo que não vou lá! — sua voz era puro entusiasmo.
E após longos minutos quebrando a ligação visual, a garota dos cabelos cor-de-mel teria se virado para mim, ou melhor, para nós.
Seu semblante era calmo e ao mesmo tempo confuso, o que me deixava com um pé pra trás em qualquer resposta que eu poderia dar a putinha do Georg, que por sinal, sempre tinha ideias não tão agradáveis a qualquer um.
— Que horas? — olhava para o mesmo. — Dependendo, posso ir com vocês.
— Iria ser uma honra. — ele ria. — Vamos as onze.
Onze? Porra, estragar o meu sono e descanso era definitivamente algo que eu odiava em primeira mão, com certeza.
Ela assentiu com a cabeça.
— Prepare sua roupa mais gostosa, pois você vai brilhar naquela boate. — meu irmão logo agarrava Olívia em seus braços, a puxando para um abraço longo e tranquilizador, e ao mesmo tempo, animado.
— Tudo bem, meninos... — um sorriso de canto aparecia em seus lábios. — Lembrem-se que o dia é de vocês.
— Você faz parte de nós. — dizia enquanto nossos olhos se encontravam. — O dia também é seu.
E no mesmo segundo, a mesma teria pegado em meu rosto calmamente enquanto descarregava um beijo suave.
Sua língua era como um pirulito em minha boca, doce como algodão doce e viciante como uma cocaína. Ah, céus, se esse é o gosto da cocaína; eu com certeza quero ser o maior viciado dessa Alemanha.
– 𝗾𝘂𝗲𝗯𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼.
Fazia frio em Berlim nesta noite, não era uma novidade. Faltava um pouco mais que meia hora para irmos a boate do Night Club e eu ainda estava pensativo; talvez não fosse uma das melhores ideias, porém não queria me desfazer dela. Era um presente de Georg, caso eu recusasse, ele também se sentiria mal. Pensar que minha garota estaria em um ambiente onde vários otários a olhariam enquanto a comiam pelos seus pensamentos vagos e maliciosos, me dava nos nervos. Creio que pra ela também.