★ ONDE uma garota de cabelos da cor-de-mel veio a Lípsia, se tornando melhor amiga dos gêmeos Kaulitz. Mas, com Tom Kaulitz, era apenas uma amizade em primeira mão?
Reviravoltas, choros, risos, quebras de expectativa e melhores experiências. "Promis...
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— E ai? Aproveitando a festa? — Georg chegava de fininho perto de meu lado direito com um copo de cerveja em uma de suas mãos.
Provavelmente deveria ter percebido meu nervosisto, eu estava suando frio.
— Um pouco. — virei a cara, revistando o local.
— Parece um tanto preocupado. — sua visão também voltava ao público vago em nossa frente, falando baixo.
Meus olhos procuravam por Olívia, que não estava nem um pouco perto de minha visão; o que me causava mais inquietação. Porra, Georg sabia a porra da minha resposta.
Passei minha mão esquerda cuidadosamente em meu rosto, retirando a bendita faixa que estava me deixando louco de suor gélido, logo, passando a mão em minhas longas tranças negras. Poderia ver garotas passando por nós e sorrindo maliciosas, me causava náuseas, eu apenas queria a morena comigo.
— Olívia anda demorando. — comentei, finalmente.
O rosto do mesmo demonstrava um pouco de confusão, mas também de preocupação.
— Ela está bem, Tomas. — falava enquanto seu ombro se debatia contra o meu, me provocando.
"Tomas", fazia tempos que esse otário não me chamava de Tomas.
Desde que nos conhecemos, ele me chamava assim, eu odiava. Porém com o tempo fui me readaptando, querendo ou não; porque Bill me batia se eu o tratasse mal em sua frente quando me chamasse desse apelido ridículo.
Bem, não era tão ridículo assim mais...
Eu soltava uma risada abafada.
— Sabe, Georg, obrigado. — o olhava.
— Pelo o que? — seus olhos se encontravam com os meus, confusos. — Se drogou?
— Não, idiota. — eu ria. — Obrigado por nunca ter me deixado na mão.
— Você é um completo mão de vaca, mas gosto de você mesmo assim.
— Não fode. — rosnei.
Um baque alto clamou no clube que estávamos e por longos segundos todos se calaram, apenas a música estava passando naqueles míseros segundos.
Vinha do banheiro.
Corri o mais rápido que pude pensando em que merda poderia ter acontecido dessa vez, atropelando qualquer tipo de pessoa que estava em minha frente. Na hora, apenas deus poderia ter piedade de quem estava em minha frente, pois eu com certeza iria retirá-lo com toda a minha força frenética.
Georg, como sempre, gritando o meu nome pela multidão enquanto meu irmão corria até mim, ele sabia oque eu estava pensando.
Gustav? Havia evaporado. Provavelmente transando com alguma prostituta daquele clube. Não estava nem sabendo que vivia no planeta Terra naquele momento, e era melhor assim. Quanto menos gente, melhor.
Bill teria chegado na porta do banheiro primeiro por ser magro e obviamente mais rápido, mas, assim que havia entrado, o nome de Olívia saía bruscamente entre seus lábios.
— QUE PORRA É ESSA? — ele gritava.
Estava fora de seu controle.
E quando finalmente eu havia botado um de meus pés na porta daquele maldito banheiro, minha visão alavancava diretamente a garota dos fios cor-de-mel. Assustada, com sua boca meio-cortada entre sangue seco.
— Você ficou maluca, sua vadia!? — meu gêmeo mais novo tirava a estúpita da frente de Olívia, agia como um animal silvestre.
— Maluca??? — ela ria. — Essa puta não merece nada! Olhem para esse saco de ossos, Tom. Tom, como você consegue? Vamos, me diga como você consegue foder algo assim como ela.
Todos agora olhavam para mim.
Bill esboçava completo nojo e fúria contra a garota cujo estava gritando palavras que não sibilavam mais em minha cabeça.
Eu estava imóvel.
Câmeras e flashes começavam a repercutir naquele momento, oque me fez despertar.
Não, eu não poderia cometer a tolice de bater naquela puta na frente de todas aquelas câmeras fodidas, foderia tanto minha imagem quanto a de Tokio Hotel, eu sei que era importante para o meu irmão.
Mas quando se tratava de Olívia, parceiro, eu quero que se dane.
— Quem você acha que é? — rosnava puto me aproximando violentamente daquela filha da puta. — Me diga, quem você acha que é, sua vadia!
E no mesmo segundo, pegava aqueles seus cabelos avermelhados e arremessava-os contra a parede; fazendo lhe causar um desmaio temporário.
Georg estava em choque, pessoas gritavam pelo meu nome com fúria, outros implorando para que eu parasse enquanto Bill me pegava pelos ombros rezando a qualquer deus existente que eu me acalmasse.
— Não me toque, porra! — tirava sua mão bruscamente de meus ombros e arqueando meu próprio para minha mulher, que naquele momento, havia voltado a ser minha garota; indefesa.
A peguei em meus braços, lhe abraçando confortavelmente.
Tom, porra, pare de chorar.
Como namorado, deveria manter a calma e ajudar a mesma como eu precisasse, mas novamente, eu fiz merda.
— Tom... — chamava meu nome com certa dificuldade.