O mundo era dourado e azul quando tudo aconteceu. Ela estava no topo do mundo, observando todos sem qualquer preocupação, mas a queda foi desastrosa, e seu coração esmagado por mãos que deveriam ama-la.
Maxine Verstappen sentiu-se traída, sendo ven...
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Eu odeio isso aqui, então vou para Vales lunares na minha mente Quando encontraram um planeta melhor Onde apenas os gentis sobreviveram Sonhei com isso no escuro Na noite em que senti que poderia morrer
I hate it here
Ele provavelmente já estivesse surdo com todas as notas que tocava. Seus dedos deslizavam pelas cordas com ajuda da palheta, dando vida a um som agressivo. A música não o submetia a nenhum sentimento, a letra não era tão importante quanto os acordes. Seu pé batia no chão no ritmo da bateria que só tocava na sua mente, acompanhando a guitarra, deixando ainda mais real.
Por um instante a música tomava outro caminho, tornando-se mais leve. E ele não precisava flexionar os dedos para atingir o tom certeiro, apenas deslizar com lentidão, até os acordes se tornarem tão precisos que seus olhos se fechavam diante da beleza sinfônica que produzia com tamanha facilidade.
Sua respiração acelerou com a chegada dos tons graves, trazendo de volta a agressividade esperada. Bateu o pé no chão por breves segundos seguindo o ritmo da bateria. A música sendo tão forte quanto às batidas do seu coração. A voz do cantor sussurrando rudemente na mente.
Sorriu pressionando a paleta com mais força. Indo tão rápido quanto deveria. Ele atingiu o ponto mais alto da melodia, sem errar uma única nota. Sua cabeça se movia seguindo a música, de um lado para o outro, mantendo os olhos fechados, enxergando não só a canção na escuridão, mas os tons que ela produzia. Seus dedos doíam, mas era extremamente bom.
A agressividade podendo mesclar com algo muito mais suave e então estrondoso.
Seu pé voltou a bater no chão.
Provavelmente a guitarra não sobrevivesse no primeiro mês de uso. Não se continuasse naquele ritmo.
O momento final era mais devorador, preciso, e ele sorriu com o desafio.
— Desliga isso!
Abriu os olhos, vendo Max entrar e puxar os fios que conectava nas caixas de som.
— Não aguento mais ouvir a furadeira e essa coisa que você não para de tocar.
— É metallica.
— Claro que é. Isso explica tudo.
— Muito irado! – Dany sorriu impressionado – Eu vim só pra ver se é verdade mesmo, porque a Maxine é mentirosa.
— Como assim? – apoiou a guitarra perto do piano.
— Ela disse que você é tipo os caras das orquestras.