O mundo era dourado e azul quando tudo aconteceu. Ela estava no topo do mundo, observando todos sem qualquer preocupação, mas a queda foi desastrosa, e seu coração esmagado por mãos que deveriam ama-la.
Maxine Verstappen sentiu-se traída, sendo ven...
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Meu sorriso é como se eu ganhasse um concurso E esconder isso seria tão desonesto E está tudo bem fingir até conseguir Até que você faça, até que seja verdade
Snow on the beach
Um dia ela ouviu uma canção sobre neve na praia. O contexto extremamente estranho poderia se tornar lindo. Um sonho que tornava qualquer paisagem impossível. Conseguiria cantar o resto da vida repetindo as mesmas palavras proferidas pela cantora, viver no mesmo ritmo da melodia. A beleza nem sempre é real. Poderia vir a ser um sonho, um fantasma, um momento que nunca existiu, uma história fictícia. Aprendeu muito cedo essa lição, antes da música ser tocada pela primeira vez.
No silêncio da manhã, quando a porta se fechou, Maxine subiu as escadas sem emitir qualquer som. Ela caminhou primeiro para a porta do seu quarto, antes de ir na direção contrária, segurar a maçaneta e abrir a porta. Apertou o interruptor, trazendo luz para o cômodo.
Neve na praia.
Seus dedos encontraram o grosso papel da fotografia, deslizando por todas as outras na parede. Paisagens de muitos lugares diferentes, lugares com sua própria beleza. O mundo inteiro diante dos seus olhos. Fotos que tomavam toda a parede, do teto ao chão. Praias, pontos turísticos, carros coloridos estacionados em fileira, luzes de uma cidade ao anoitecer, pontes brilhantes, ruas vazias, o Sol e a Lua.
Afastou-se para sentar na cama e ver a distancia. Para onde quer que olhasse enxergava cenas bonitas. Uma paisagem impossível em muitos sentidos.
Era assim que Aaron acordava e dormia.
Encontrou as câmeras, algumas guardadas, outras deixadas. Uma prancha encostada na parede. Cortinas escondendo a praia do outro lado. Coleções de hq's de todos os tipos, de diversos heróis. Partituras esquecidas na escrivaninha, violino ao lado. Instrumentos musicais no suporte para permanecer de pé. Ele gostava de livros de fotografia, havia muitos na sua estante, alguns com marcadores. Nada ali era sobre a Ferrari ou seu tio. Nada daquele lugar a fazia acreditar que o Aaron no qual conhecia pudesse dormir naquela cama.
A verdade confundiu Maxine, então ela buscou por outro quarto que pudesse ter troféus como o dela, uma pista do Senna que vivia ao lado dela, mas todos eram impessoais.
Desceu as escadas querendo retornar ao quarto e se aprofundar na mente de um desconhecido. Desvendar tudo que estava no seu alcance, bagunçar o que ainda se mantinha intacto.