capítulo quatro

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CAPÍTULO 04.
CAPÍTULO POR CECÍLIA.
📍 SÃO PAULO.
UNS DIAS DEPOIS.

— Já tô achando super chato você ficar me arrastando de acompanhante pra esse seus rolês.

— Larga de ser chatona, Lia. Vai ser legal, é um barzinho novo que abriu.

Não estendi mais o assunto, e logo o Ghard ligou avisando que tinha chego e que estava esperando. Nos despedimos da minha mãe, e saímos de casa. A Nique segurou meu braço e soltou uma risadinha.

— O Veigh também veio. — falou baixinho. — Tá um gato, juro.

— Não começa. — falo e ela ri.

— E aí, meninas. — escuto o Ghard falar próximo da gente. — ouvi um estalar de beijo. — E aí, gata? Tudo suave? — acredito que estava falando com a Nique. — Fala quase cunhadinha. — ri balançando a cabeça e logo senti ele me abraçando e deixando um beijo na minha cabeça.

Nique me ajudou a entrar no carro e cochichou que eu ia na frente junto do Veigh. Assim que eu sentei no banco do carona, ela fechou a porta.

— Oi, boa noite.

— E aí, tudo bem? — sinto a mão dele no meu ombro, me afastei do banco esticando um braço pra dar um abraço rápido de cumprimento nele e ele entendeu.

Um rápido abraço, e um beijo dele no meu rosto, me fez ficar apaixonada no aroma do perfume. Juro, muito bom.

— Tudo bem. E você? — silêncio ecoou.

— Ah... tá sim, tá tudo bem. — ele fala apressado.

Logo o casal entrou no carro e ele deu partida, chegando no tal bar, eles escolheram uma mesa afastada de muito tumulto. Pelo o que eles me detalharam, o bar parecia aconchegante, o ruim é que o banheiro era separado do bar, tinha que sair dele pra ir tipo pra fora.

— Sem lógica, num bar o banheiro tinha que ser mais perto possível dos clientes. — Nique reclama.

— Às vezes pode ser que foi na lógica de não fazer tumulto aqui dentro do bar onde as pessoas estão. — o Veigh fala e eu balanço a cabeça concordando. — E vou te falar que isso aqui nem tá parecendo um bar, viado. Tá mais pra um Pub.

— De verdade, muito bem arrumadinho. — Ghard fala seguindo a linha do amigo.

Escolhemos o que iríamos pedir, e depois que pegaram nossos pedidos, eles ficaram um tempo conversando, e eu fiquei fora do assunto por bons minutos.

— E cê num fala nada, não? — escuto o Veigh perguntar, e a voz dele estava próxima de mim. — Fica quietinha, ela né?

— Ela fica... tá gostando da nossa companhia, não? — Ghard faz graça e eu ri balançando a cabeça negando.

— Para de história, nada haver. — respondo. — Eu sou assim mesmo, e também não tenho muito o que falar. — dou os ombros.

— Então, tu é quietona na tua mesmo? — o Veigh pergunta e eu assenti. — Não tem cara. — ele fala fazendo o casal soltar risada e eu franzir o cenho.

— Cono assim? Agora não entendi. — perguntei prendendo o riso.

— Cê tem cara que gostar de passar horas falando, conversando, que tem sempre um assunto pra botar em pauta... sei lá, viado...

Eu realmente era assim, mas depois do acidente, tudo pra mim perdeu a graça. Eu já não vivia como antes pra ter tanto assuntos e vivências pra ser motivos de assunto.

— Eu era assim antes do acidente. — respondo, e senti uma tensão entre todos.

— Cê pode continuar sendo, mano. Nada te impede. — o Veigh responde depois de uns minutos.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora