capítulo treze

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CAPÍTULO TREZE.
CAPÍTULO POR CECÍLIA.
📍 SÃO PAULO — SP.
DIAS DEPOIS.

— Mas ficou lindo em você o macacão. — minha mãe fala assim que descemos do carro.

— Tô confiando em você.

Hoje eu tinha decidido que iria chamar ela pra ir ao shopping, já que tem alguns dias que eu tenho percebido ela estranha.

Conversei com a Nique sobre, e ela disse que também percebeu, mas a gente entendeu que poderia ser cansaço ou algo do tipo. Mas no tempo que estávamos no shopping, aparentemente ela se distraiu bastante de tudo.

— Pena que a Nique teve que ir trabalhar hoje, ela ia amar o dia.

— Verdade... mas ela vai gostar do presente.

Terminei de falar e senti ela segurar forte no meu braço me impedindo de andar. Senti o clima pesar, e junto senti alguém próximo da gente. O cheiro de bebida, e suor travou meu corpo.

Eu sabia de quem se tratava, a casa dele cheirava assim da última vez que eu estive lá.

— Até que fim, eu consegui encontrar vocês. — a voz dele soou perto e eu senti minha mãe nos puxando pra trás.

— O que você quer aqui?

— Queria ver de perto a vida de vocês... estão bem de vida mesmo. — ele ri debochando. — Depois que destruíram com a minha.

— Você destruiu com a sua própria vida, Elson. — minha mãe fala e ele ri.

— Claro... fui eu quem foi embora de casa acabando com tudo.

— Realmente não foi você que saiu de casa, mas tudo já tinha acabado bem antes de eu sair de casa.

— Mãe, vamos entrar. — chamo segurando no braço dela que estava no meu.

— Tá com pressa, filha? — sinto ela encostar em mim, e eu me afasto. — Seu namoradinho vai vir te ver hoje de novo? — meu coração acelerou forte. — Tenho visto que ele tem vindo direto te ver... parece um rapaz bem de vida... carrão, bem vestido.

— Você tá vigiando a gente? — minha mãe pergunta nervosa. — Você tá maluco? — ele riu, e minha mãe me puxou junto dela. — Fica longe da gente, fica longe.

Ele ficou falando algumas coisas, mas pra mim foi inaudíveis, minha mãe abriu o portão entramos, e ela trancou tudo. Ouvimos algumas batidas no portão, mas depois de uns minutos parou.

Senti a minha mãe sentar do meu lado, e em silêncio, ficamos abraçadas ali na sala. A volta desse cara só trás com ele lembranças horríveis, lembranças que se pudessem ser apagadas, já tinham sido.

— Meu amor, vai tomar seu banho. — minha mãe quebra o silêncio. — O Tico não vai vir aqui? — assenti. — Então, vai lá.

— Esse cara tem o poder de negativar tudo ao redor dele. Pra quê aparecer agora? Tanto tempo sumido... a gente estava tão bem.

— E vamos continuar, meu amor. Nada precisa mudar.

Depois de um tempinho aqui com ela, eu fui pro meu quarto, tomei um banho, troquei de roupa, e fiquei sentada na beirada da cama pensando em tudo o que aconteceu.

Isso do meu pai voltar, isso dele está rondando por perto há um tempo, tudo isso mexeu comigo. Eu tenho medo do que ele é capaz de fazer transtornado por conta dos vícios.

Bateram na porta, mandei entrar, e quando o perfume de empreguinou no quarto, eu abri um sorriso.

— E aí, linda. Suave? — senti ele segurar meu rosto e selar minha boca.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora