capítulo três

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CAPÍTULO TRÊS.
CAPÍTULO POR CECÍLIA.
📍 SÃO PAULO — SP.
SEMANAS DEPOIS.

Nessas semanas que se passaram, quase nada mudou. Minha rotina seguia da mesma forma, e só hoje que, em uma plena quarta-feira, eu estava sendo arrastada de casa pra uma resenha em um lugar desconhecido por mim.

A Monique e o Gustavo, amigo do cantor, estão de conversinhas. Como eu liguei pra ela pelo celular do Thiago, ele associou isso a favor dele, e pegou o contato dela. Eles não se viram depois daquele dia, e ontem ele chamou a Nique pra uma resenha que ele ia fazer com uns amigos, e agora estamos nós aqui no endereço.

— Já estou arrependida, quero minha casa. — falo pelo som alto e a Nique ri.

— Acabou de chegar, calma.

— Recebi diversos sinais de que não era uma boa ideia vir. — falo e sinto ela entrelaçar nossos braços.

— Para amiga, você também precisa sair um pouquinho de casa. — ela fala rindo. — Vamos entrar.

O som da música aumentou, o falatório se misturou com a música e eu fui andando junto com a Nique, mas depois de uns quatro passos, eu tropecei em algo mas senti alguém me segurar.

— Opa, quase hein. — reconheci a voz, era o cantor. — Eita mano... é vocês, viado.  — o tom de voz me fez imaginar ele sorrindo. — Tudo suave? — ele fala me soltando e em seguida senti ele me abraçando rápido.

Ouvi ele falando com a Nique, e ela me pediu desculpas pelo meu tropeço, segundo ela, a mesma se distraiu olhando as pessoas que estavam ali.

— Bora chegar ali, os moleques estão ali. — ele chama.

— Vamos. — Nique concorda e nós voltamos a caminhar, e não demorou muito pra chegarmos já que paramos. — Oi, gente. Boa noite. — minha amiga cumprimenta e sinto ela soltar minha mão.

— Boa noite, gente. — aceno com muita vergonha, porque eu estava sentindo olhares em mim.

Aos poucos, cada um dos que estavam ali, falaram comigo, apertando minha mão junto de um abraço e se apresentando.

— Vem, bora sentar. — a voz do Thiago se faz presente perto de mim. — Tua amiga já agarrou ali perto do Ghard. — ele ri.

— Meu Deus. — ri balanço a cabeça negando. — Tá bom. — confirmo e sinto ele segurar minha mão

Sentei na cadeira que ele me guiou, e logo senti ele sentar do meu lado, todo mundo conversando e eu estava mais quieta na minha, não me sentia à vontade pra entrar no assunto.

— Cê acredita nessas paradas de signos, mano? — o Thiago pergunta batendo o braço no meu.

— Ah, eu não sou muito ligada. Mas às vezes eu lia algumas coisas que realmente faziam sentido ou tinha acontecido de fato, então em meio termo eu acredito. — ele ri. — Qual seu signo?

— Virgem.

— Hmmm. Cê é tímido? — pergunto e escuto uma risadinha dele.

— Nossa... sou muito tímido, viado.

— É uma das características do seu signo. Olha, joga no tiktok o seu signo e a data de hoje.

— Tá, pera aí... — depois de uns segundo, uma mulher começou a falar, e falou algumas coisas sobre o como ia ser o dia, o que iria acontecer e depois de uns segundos acabou. — Caraio, que isso? Uma mulher que sabe de tudo?

Dou risada e ele ri junto depois de uns segundos. Voltamos a conversar e eu também expliquei pra ele sobre as luas e o resto das coisas que envolvem os signos.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora