CAPÍTULO VINTE E UM. CAPÍTULO POR CECÍLIA. 📍 SÃO PAULO — SP.
— Tico, mas até agora eu não tô entendendo. — falo e ele ri baixinho. — Cara, cê tá dirigindo há maior tempão.
— Amor, é surpresa... se eu contar a parada vai ficar chata, vai perder o sentido.
— Nem uma dica? — pergunto mordendo a pontinha da minha unha.
— Tá... nós tá indo num lugar que vai ser maneiro nós curtir lá.
— Ah, Thiago... que dica magnífica. — debocho e ele ri.
— Vida, só relaxa... cê vai gostar, mano. Pode ter certeza.
Dois dias atrás, o Thiago apareceu lá em casa falando pra arrumar uma mala pra uma semana, que nós dois iríamos viajar. Em nenhum momento, o lugar pra onde iríamos, ele revelou, a única coisa que eu sei é que estamos indo de carro.
Ficamos conversando boa parte do tempo, mas eu não aguentei, acabei dormindo e acordei com ele me chamando, avisando que já tínhamos chegado.
Desci do carro, ele avisou que ia pegar as malas, e esperando ele, eu pude ouvir algumas crianças, provavelmente brincando, e logo senti a mão dele na minha.
— A gente vai ficar numa casa de condomínio, aqueles que têm ruas.
— No Rio, tem muito dessas. — responde e ele solta uma risadinha.
Senti ele bem próximo de mim, assim que paramos e ouvi o barulho de chaves.
— A gente tá no Rio, vida. — ele fala baixinho no meu ouvido e antes de se afastar, beija meu rosto.
Meu coração acelerou rapidinho, de tanta felicidade, de surpresa, eu estava sentindo várias emoções. Meu Deus, não acredito. Minha cidade, que saudade.
— Vamo entrar na casa? — assenti, segurando o choro que eatava querendo sair e entrei na casa junto dele.
Assim que entramos, ele nos levou direto pro quarto pra deixar nossas coisas, e eu fiquei paradinha ali onde ele tinha me deixado. Ainda estava sem muita reação, não tava conseguindo acreditar que ele fez isso, que ele tirou o tempinho que ele tinha de folga pra isso.
— Ei... — senti a mão na minha cintura e a outra no meu rosto fazendo carinho. — Que foi? Não gostou? Quer ir pra casa? Ficou triste... cê não queria vir?
Ele pergunta em disparada, preocupado, eu ri balançando a cabeça negando e deixei o rosto na mão dele.
— Eu amei, Tico... sério. Eu tava aqui pensando, que... cê tirou seu tempinho de folga pra vir aqui comigo, e...
— Cê falou que era uma vontade sua, vir aqui no Rio. — ele me corta. — Eu gosto bastante daqui também, achei que ia ser dahora nós curtir um pouquinho aqui.
Ele se aproximou e beijou o canto da minha boca antes de me dá um selinho.
— Você é demais, sério... sem palavras pra definir.
— Ah, para que eu fico sem graça. — ele fala cheio de gracinha e eu dou risada.
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