capítulo dezeseis

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CAPÍTULO DEZESEIS.
CAPÍTULO POR THIAGO.
📍 SÃO PAULO — SP.
UNS DIAS DEPOIS.

Sai de casa em rumo a casa da Lia, tava indo na cara e na coragem, avisei nada pra ela, simplesmente tava indo. Cheguei na rua, estacionei o carro, desci dele e fui até o portão. Toquei a campainha e nem demorou pra mãe dela abrir.

— Oi, meu amor. — me abraçou. — Tudo bem? Vem, entra.

Entrei abraçado de lado com ela.

— Eu tô bem, graças a Deus. E a senhora, como que tá? Tudo certinho?

— Tudo sim, graças a Deus também. — entramos na casa eu soltei o abraço ficando de frente pra ela. — A Lia não falou que cê vinha.

— Na verdade, ela nem sabe que eu tô aqui.  — cocei o pescoço sem graça demais.

— Ela vai gostar quando souber que cê tá aqui.

— Dá pra eu falar com ela? — a tia assentiu.

— Claro, vai lá... ela tá no quarto dela.

Sorri pra ela, e quando passei por ela dei um rápido abraço e um beijo no rosto. Fui até o quarto da Lia, e bati na porta, ela mandou eu entrar.

Abri a porta e tive a visão dela sentada na cama, o semblante meio abatido, mas em segundos o semblante mudou, ficou confuso.

— Tico? — perguntou meia surpresa, e soltou um sorrisinho mínimo.

Fechei a porta e fui andando até ela.

— Vim saber de você... — cheguei perto dela, que tocou no meu braço.

Sentei na cama, e ela de aproximou de mim, tocou meu rosto e me deu um selinho.

— Porque tudo mudou? Tô sentindo tu distante... e eu tô ligado que tá rolando alguma coisa que tu não quer soltar pra mim.

— Não é nada com você. — ela falou de uma vez assim que eu parei de falar.

— Não parece.

— Eu só precisava de um tempo.

— De mim? — ela balança a cabeça negando. — Pareceu que sim.

— Aconteceu umas coisas e... — ela suspirou, e eu percebi que ela retraiu.

— No teu tempo, Lia...

— Meu pai apareceu. — a voz saiu baixinha, percebi que não era uma parada boa.

— Quer conversar sobre?

— Quero. — a voz saiu meia falhada embargando por conta do choro que tava querendo vir.

Os olhos marejados, fez meu coração apertar. Tirei o tênis, subi pra cama dela, me encostei na cabeceira e abracei ela que devolveu o abraço deitando no meu peito.

Depois de uns segundos em silêncio, ela começou a me contar toda a história do pai. E papo reto? Nem conhecia o parceiro, mas ele já não mr desce. Onde já se viu...

— Eu só não contei antes porque eu tinha vergonha. — ela falou enquanto brincava com os dedos no meu braço.

— Você não tem que ter vergonha de parada nenhuma. Fica suave.

— E essa história dele falar de você...

— Nós pode procurar ele, e dar esse dinheiro pra ele vazar.

— Ele não vai, ele vai sumir por um tempo e vai voltar. — a voz saiu um tanto desesperada.

— Olha... não vamo pensar nisso agora. — ela assentiu.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora