capítulo quatorze

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CAPÍTULO QUATORZE.
CAPÍTULO POR CECÍLIA.
📍 SÃO PAULO — SP.
DIAS DEPOIS.

O Tico me buscou em casa e viemos pra casa dele, onde estava os amigos e a família dele. Hoje ia passar o programa que ele gravou, e quando chegamos aqui e estava todo mundo muito animado.

Conheci o a irmã e o sobrinho dele, uns amores. Ele foi ajeitar o churrasco junto dos meninos e eu fiquei junto das mulheres aqui na sala. O assunto fluía naturalmente, e muitos assuntos, até parar no que eu já sabia que ia ser pauta.

— Como você e o Tico se conheceram? — a irmã dele perguntou e a Nique riu junto da mãe dele.

— Nos conhecemos na rua de uma casa de show onde ele iria cantar. — conto o resto da história e ela ri.

— Meu Deus, impactante o jeito que se conheceram.

— Pique um conto de fadas, tá ligado? — escuto a voz do Ryan próxima da gente.

— Mas essa princesa aqui só eu tenho, parça. — sinto o Tico parar atrás de mim me abraçando e deixando um beijo no meu ombro.

— Muito fofo, esses dois. — a mãe dele fala fazendo eles concordarem e eu sinto meu rosto esquentando. — Olha ela, toda envergonhada.

Eles entraram em outro assunto com o Thiago, e eu fiquei quieta só prestando atenção. Depois fomos comer, e eu não quis, era muita gente, e eu não me sentia confortável, não gostava.

— Sabe que não precisa ter vergonha, né? — o Tico fala baixinho só pra mim ouvir depois que eu respondi pra mãe dele que não estava com fome. — Aqui... — ele colocou um talher na minha mão, tateei e era um garfo. — Coloquei carne no prato. — senti a mão dele na minha coxa. — Come um pouco, vida.

Ouvir ele me chamar assim, fez meu coração dar uma aceleradinha boa e um geladinho junto com o estômago que parecia ter milhares de borboletas. Sorri assentindo concordando com o que ele pediu, e ele beijou meu rosto.

Depois que comemos, ficamos trocando conversa, o churrasco ainda estava rolando, e depois de uns minutos nisso, o programa ia começar. Todo mundo se ajeitou ali pra assistir, e quando começou e anunciou ele, os meninos fizeram uma baguncinha, mas logo ficaram quietos prestando atenção na TV.

— Seu mano dos predinhos tá lindão, viado. — ele fala baixo, ri beijando meu rosto e me puxa mais pra ele.

— Meu? — perguntei no mesmo tom.

— Aham. — ri e em seguida ele selou minha boca.

Quando acabou o programa todo mundo veio abraçar ele parabenizando, eu me afastei dando espaço, mas ainda estava perto ouvindo as palavras da família e dos amigos pra ele que agradecia demais.

Depois de falarem com ele, eles começaram a se despedir. O Koda ia com um dos meninos da produção, e o Ghard ia levar a Lilian, o Ryan, e a Nique.

— Tico, não precisa se despencar daqui pra me deixar em casa, eu vou com o Gustavo. — falo com ele.

— Pô... ia te chamar pra dormir aqui. — ele fala depois de uns segundos e o tom da voz saiu muito sem graça.

E se ele ficou sem graça, eu também fiquei, mas eu senti vontade de ficar.

— Tá... tá bom, eu fico.

Avisei a Nique pra avisar minha mãe, e ela nem falou nada, só deu uma gargalhadinha maldosa e eu balancei a cabeça negando. Quando todos foram embora, eu fiquei ajudando a Miriam arrumar algumas coisas, enquanto o Tico tinha ido tomar banho.

Quando terminamos, ele chegou na cozinha, a tia se despediu dando boa noite, ela foi pro quarto dela, e o Tico e eu fomos pro dele. Ele me emprestou uma blusa e uma cueca dele, e me deixou no banheiro. Assim que terminei de tomar banho, eu voltei pro quarto, senti o quarto geladinho, e imaginei que ele tivesse ligado o ar.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora