capítulo dezesete

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CAPÍTULO DEZESETE.
CAPÍTULO POR THIAGO.
📍 SÃO PAULO — SP.
UNS DIAS DEPOIS.

Tava aqui na casa da Lia, tava aqui no quarto dela com ela e com a Nique assistindo um filme bobão de romance que as duas insistiram pra colocar.

Foi ficando tarde e eu já comecei a catar meus bagulho pra meter marcha, amanhã eu viajo cedo.

— Vida, vou puxar, tá? — falo baixinho com a Lia, que vira pra minha direção.

— Poxa, já?

— É linda, já tá tarde... amanhã eu viajo cedão.

— Tá bom então, Tico. — ela faz manha, e se aproxima selando minha boca. — Eu vou te levar lá no portão.

— Não precisa, linda. Pode ficar, eu bato o portão, tua mãe chegando ela tranca.

— Certeza?

— Tenho. — seguro o rosto dela. — Beijo. — selo a boca dela.

— Chegando em casa, avisa.

— Aviso... tchau cunhada. — faço um toque com a Nique e depois abraço ela. — Qualquer coisa cês liga...

Sai do quarto, sai da casa fechando a porta, sai no portão e eu bati o mesmo. Virei vendo a tia saindo de um carro e depois de trocar umas palavras com o motorista, e depois veio na minha direção.

— Oi, meu filho... — me abraçou. — Eu tô chegando e você tá indo.

— É... chegando tarde hoje, hein... muito trabalho?

— Nossa, cê não tem noção. — ela desvia o olhar pro outro lado da rua.

— Tava pensando em ir lá faz...

Parei de falar percebendo que ela tava focada do outro lado da rua, o semblante mudou, o rosto perdeu um pouco da cor, olhei e vi um cara la do outro lado encarando ela também.

— Tia? — chamo ela que não me responde e nem me olha. — Tia? — encostei nela que me olhou, e eu pude ver os olhos marejados.

— É o pai da Lia. — ela fala sem eu nem perguntar nada.

Ela saiu se afastando indo pro outro lado da rua, e eu fui atrás. Mal chegamos perto do cara, e já deu pra sentir o cheiro de bebida vindo dele, o cara tinha um sorriso debochado no rosto encarando a tia.

É um ser humano que tu pode não conhecer, mas só de tá perto, já te faz mal e te faz querer distância.

— Eu falei pra você não voltar aqui. — a tia fala e ele ri balançando a cabeça negando.

— E eu já te falei que não vou voltar depois que vocês me derem o que eu pedi.

— Eu já te disse que não vamos sustentar seus vícios, Elson.

— OLHA AQUI... — ele grita, se aproximando e eu já fiquei na atividade.

Puxei a tia pra perto de mim, e empurrei ele de leve pra longe dela.

— Com todo o respeito, meu senhor... vamo manter a calma? Não exalta não.

— Eu já dei o recado...

— E eu já tô ligado, a Cecília me contou a história da família de vocês, me contou os lances que teu vício causou, e me contou essa história tua de voltar querendo dinheiro.

— Thiago, você não precisa se meter nisso. — a tia fala pegando no meu braço.

— Cê precisa de quanto pra tu sumir? Mas sumir de verdade mesmo, sem volta.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora