CAPÍTULO VINTE. CAPÍTULO POR CECÍLIA. 📍 SÃO PAULO — SP. SEMANAS DEPOIS.
Saí do salão da minha mãe, e entrei no uber com a Nique. Estávamos indo almoçar, no único restaurante que eu gosto, e me sinto bem. Assim que chegamos, parecia estar mais movimentado que o normal, percebi pela falação e a agitação nos barulhos de talheres e copos.
Sentamos em uma mesa mais pro fundo, mais afastada. Fizemos o pedido e conversando com a Nique, até minha atenção ir para o assunto da mesa atrás de mim quando escutei uma voz feminina falar o nome do Tico.
— MENTIRA. — uma outra voz fala um pouco mais alto, e muito surpresa.
— Sério, saiu nos melhores amigos do fofoquis. — a primeira voz respondeu.
— Lia... — a Nique me chamou, mas eu não respondi, continuei prestando atenção.
— Cara, mas será que ele terminou com a menina que ele assumiu a pouco tempo? — agradeci por estar de costas.
— Sei lá, supeito demais a Dib no show dele.
O assunto doi trocado logo depois da outra pessoa concordar com o que foi dito. Fiquei perdida, sem saber o que estava acontecendo, mas o pouquinho que eu liguei os pontos da conversa, eu me liguei.
— Quem é essa Dib, Nique? — perguntei baixinho.
Me senti insegura, mesmo confiando no Thiago, eu senti a insegurança por não saber como é essa mulher, por não saber nada da história deles, por não conseguir saber de nada com meus próprios olhos.
— É a ex do cunhadinho. — respondeu segundos depois.
— Cê viu alguma coisa na internet?
— Não amiga, nem peguei no celular pra isso. Estava descarregado quando cheguei no salão, deixei carregando, mexi pra chamar o uber, e só.
— Então abre aí, e vê.
Depois de uns minutos quieta, ela avisou que tinha achado a notícia no perfil de fofoca, leu o que escreveram pra mim e não tinha nada muito diferente do que eu escutei das meninas.
— Ah, amiga... nem vale a pena pilhar com isso. Não tem nada deles próximos um do outro, ou algo que mostre pra internet que eles suspeitamente estão juntos.
— Ela é a ex dele, e ela tá no show dele já é uma suspeita e tanto pra internet.
Voltei a comer, e ela fez questão de puxar outros assuntos aqui na mesa. Assim que terminamos, fomos pagar e fomos pra casa. Cheguei em casa, indo direto pro quarto, tomei banho, deitei na cama ligando o ar condicionado e peguei meu edredom me cobrindo.
Estava quase pegando no sono, e a porta do quarto abriu. Devagarinho o cheiro do perfume dele foi tomando conta do quarto, continuei com os olhos fechados, senti ele deitar do meu lado, ajeitar uns fios de cabelo que estavam no meu rosto, e selar minha boca.
— Vida, cheguei. — ele fala baixinho fazendo carinho no meu rosto.
Abri os olhos devagarinho, e ouvi uma risadinha baixa dele. Me ajeitei sentando na cama e ele logo se aproximou segurando meu rosto e selando nossos lábios. Fiquei quieta, em completo silêncio depois disso, e ouvi ele suspirar.
— Cê tá sabendo da parada que saiu no bagulho e fofoca, né? — assenti algumas vezes e mantive o silêncio.
— Eu soube, por um acaso, no restaurante que eu estava com a Nique.
— Quem falou?
— Eu não enxergo, Thiago. Não tem como eu saber. — escuto ele suspirar. — Eu ouvi uma menina comentando sobre essa publicação.
— Para de falar desse jeito. — sinto ele mais próximo de mim. — Não gosto quando tu fala referente a você dessa forma.
Fiquei em silêncio e respirei fundo saindo de perto dele. Voltei a sentar na cama, e em seguida senti afundar ao meu lado, e a mão dele na minha perna.
— A mina tava lá trabalhando, não foi nada além disso, a casa de show que eu cantei, convidou uns influencier pra fazer essas paradas de divulgação. — ele explica. — Tanto que ela tava junto na área onde tava todos os convidados da casa.
— Eu confio em você. — sinto o carinho na minha perna. — Eu só fiquei chateada por ter vazado da forma que vazou, como se vocês estivessem juntos, tivessem voltado... — deitei a cabeça no ombro dele. — A internet é horrível.
— Quando eu vi, só pensei em como ia chegar em você.
— Eu me senti insegura. — confesso de uma vez. — Eu confio em você, a insegurança não é relacionada a você. É sobre mim, eu me sinto insegura por não saber de nada, e por não poder ver nada com meus próprios olhos.
— Vida...
— Eu não faço ideia de quem seja essa menina, eu não sei a história de vocês, você nunca falou sobre, e na minha mente veio muitas coisas... inclusive sobre os comentários em relação as típicas comparaç...
— Ei, que isso, mano? — ele me interrompe. — Não, Lia. Pelo amor de Deus, parça. Nem vem com essa de comparação. — ele segura meu rosto. — Mano, cê é única.
— Tico, eu s...
— Se tu quiser saber das coisas que cê citou que não faz ideia, eu te falo tudo, mano... — ri fraquinho. — Só nunca falei, porquê não tinha motivos, e também nunca tivemos um assunto que puxasse esse. — assenti. — O que cê quer sabe, vida? Eu te conto.
Incrível como eu sou apaixonada por esse cara, incrível. Juro, no meu antigo relacionamento isso seria uma enorme pauta de briga, discussões e até um possível pedido de tempo. É bom saber que eu tenho o Thiago.
— Nada... — respondi me aproximando mais dele, que me abraçou, me ajeitei entre as pernas dele ficando de lado, e deitei a cabeça no peito dele. — Não quero saber de nada, pelo menos não agora, se eu tiver que saber de algo, você me conta outra dia, outra hora...
— É isso, mano. Quero a transferência entre nós dois, sempre! — ele beija minha cabeça e eu deixo minha mão no braço dele fazendo carinho.
— Eu também... sempre! — respondo baixinho.
Ficamos ali abraçados, só curtindo o momento em silêncio.
— Eu tava com saudades pra caralho de você, linda... nem deu um beijinho quando eu cheguei. — ri da gracinha dele. — Mereço, não? Oxi, mano, seu mano passou uma semana longe, uma semana inteirinha.
— Merece, amor. — respondi ainda rindo. — Eu também tava com muita saudades. — falo antes de beijar ele.
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