capítulo oito

7.6K 578 178
                                        

CAPÍTULO OITO.
CAPÍTULO POR CECÍLIA.
📍 SÃO PAULO — SP.
UNS DIAS DEPOIS.

— Fazia tempo que a gente não vinha aqui, pra tirar o dia pra gente. — Nique fala e eu assenti.

Viemos no salão da minha mãe, e aproveitamos para fazer as unhas e o cabelo. E juro, senti muita falta disso. Aproveitei pra tirar as tranças, e fazer todo o procedimento do cuidado dos fios por conta das tranças.

Estava até me sentindo leve, juro. Assim que terminamos, tomamos café da tarde com minha mãe e quando estávamos indo pra casa, o Ghard ligou chamando a Nique pra dar um pulinho no estúdio.

Ela falou que estava comigo, eu deixei claro que ia pra casa, mas os dois insistiram um tanto enorme pra eu vir, e os planos deles era sair do estúdio e ir em algum lugar.

Ela pegou a localização, chamou um carro, e depois de uns vinte minutos, chegamos. Nossa entrada foi liberada, e eu logo ouvimos algumas batidas de músicas antes da voz do Ghard.

— Fala, vida. — Ghard falou e logo ouvi ele perto da gente falando com minha amiga. — E aí, Lia. — me abraçou rápido e se afastou.

A Nique falou algumas coisas com ele, mas eu nem prestei atenção, tava desligada deles.

— Vem, senta ali que nós já vai meter marcha. — Ghard fala e eu sinto a Nique segurar minha mão e ir me puxando com ela.

Sentamos no tal sofá, e o Ghard se afastou. Falamos com o Nagalli, que conversou um pouquinho com a gente e depois se afastou falando que ia até os meninos.

— O Veigh tá gravando, mas já te viu aqui, não consegue nem disfarçar o quanto quer olhar. — Nique fala e ri baixinho, me fazendo balançar a cabeça negando. — Toda hora dá uma olhadinha.

— Você não começa.

Depois de uns minutos, eu senti o perfume do Thiago bem próximo, ouvi ele falando com a Nique.

— Oxi... quem é essa mina aqui que eu não conheço? — ele fala e logo solta uma risadinha junto da minha amiga.

Logo senti a mão dele no meu ombro, e em seguida ele me deu um abraço rápido.

— E aí, suave? — assenti sentindo ele ainda próximo. — Mudou o visual, né?

— É, dei uma mudadinha. — sorri, senti ele sentar do meu lado, e só então me liguei que a Nique não estava mais aqui. — Resolvi tirar as tranças.

— Tá linda. — fiquei sem graça com o elogio, e ele com certeza percebeu já que riu.

— Obrigada.

— Eu imaginava teu cabelo assim mesmo... — sinto ele mexer no meu cabelo. — Encacheadão, dessa cor...

— É bom com imaginações, então.

— Nesse caso, sim. — silêncio ecoou ali até ele quebrar. — E como cê tá, cê tá bem?

— Tô bem. E você?

— Tô bem também.

Ficamos num silêncio, por uns segundos até o casal chegar próximo da gente dando a ideia de sair pra algum lugar, pra ir comer.

— Ghard, te falei da Lia... — a Nique falou baixinho, mas eu ouvi.

— Caralho, e né...

— O que tem eu? — pergunto e fica um silêncio chato. — Fala gente.

— Tu vai ficar desconfortável de ir em algum lugar pra comer?

— Ami, eu falei com ele que cê não gosta de ir em restaurante.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora