capítulo sete

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CAPÍTULO SETE.
CAPÍTULO POR THIAGO.
📍 SÃO PAULO — SP.
UNS DIAS DEPOIS.

— Bora meter marcha pro show com teu filho hoje? — falo chegando na cozinha e beijo o rosta da minha mãe que sorrir pra mim.

— Se falasse comigo, dez minutos antes, eu iria, agora marquei de sair com uma amiga daqui a pouco.

— Tá suave, mãe. — sento na mesa e pego uma maçã.

— Os meninos não vem aqui antes do show, não?

— O Ghard certeza que já já aparece por aí, mas o resto deve vir só na hora de buscar pro show.

— Hmm. — peguei meu celular e desbloqueei entrando no instagram. — E como tá ele e a menina que veio com ele no dia do seu aniversário?

Na mesmo segundo que ela perguntou isso eu apertei no story dele e apareceu uma foto deles juntos, abraçados, no dia do meu aniversário, foi até o Koda que tirou.

— Assumidão eles, olha aqui. — mostro pra ela que ri. — Mas eles tão bem demais, dá pra vê que se gostam muito.

— Percebi no aniversário. — ela vem pra perto de mim e me entrega um sanduíche e um copo e suco, agradeci e ela sentou ali de frente pra mim.

Mantive a atenção no celular e fiquei vendo alguns vídeos aleatórios.

— E a menina que veio junto com eles?

— Que que tem? — perguntei e mantive a atenção no que eu estava fazendo.

— Linda ela, né? — ela pergunta dando uma risadinha no final.

— Ela é. — olho pra ela que estava me olhando com um sorriso no rosto. — Qual que é a fita, dona Mirian? — larguei o celular e cruzei os braços prendendo o riso enquanto focava o olhar nela.

— Percebi vocês dois, fazem um casal bonito. — ela fala e eu ri balançando a cabeça.

— Até você? Já basta os moleques nessa cisma.

— Ah filho, eu vi vocês dois juntos, você ajudando ela... e sei lá. — ela deu os ombros e eu ri.

— Eu e ela é uma parada estranha, mas também é uma parada leve, que faz bem. — ela assente ainda me olhando. — Esses dias nós saiu junto, e mano, a presença dela é uma parada leve demais, juro. E mesmo sem nós ter muito contato ou um tipo de aproximação eu gosto da presença dela, de ajudar ela... sei lá. — dou os ombros e ela ri.

— E ela, te falou alguma coisa?

— Ah, falou a mesma parada que eu te falei agora, mas também falou que estranha muito ela permitir eu me aproximar dela depois do acidente, já que ela não deu esse espaço pra ninguém.

— Acho que tem algum propósito então, né? — ri balançando a cabeça em negação. — Não tô falando na mesma ideia que a dos meninos, às vezes é uma amizade forte que vai criar entre vocês. — dou os ombros.

— Entendi. — ficou silêncio entre nós.

— Ela sofreu um acidente e perdeu a visão? — minha mãe pergunta e eu dou os ombros.

— Não sei, nunca entrei nesse assunto, mas o jeito que ela fala parece que sim.

— Tadinha, deve ter sido complicado se adaptar, né?

— Aparentemente, tem sido complicado. Ela mostra que não aceita muito bem, tá ligado? E é fácil de compreender, né? Percebi por um papo que ela se impede de muitas coisas.

— É um baque, filho.

— Sinto vontade ajudar ela a enxergar tudo isso de uma outra forma. — minha mãe sorri.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora