capítulo dezenove

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CAPÍTULO DEZENOVE.
CAPÍTULO POR THIAGO.
📍 SÃO PAULO — SP.
SEMANAS DEPOIS.

— Se liga aqui, ô viado. — falo com Ghard e ele larga o celular me dando atenção.

Ele riu quando viu na minha mão a caixinha. Ele veio pra perto, e eu abri mostrando pra ele.

— Cê acha que combina com ela? — olho pra ele que assente rindo.

— É bonitão, combina com a cor do olho dela. — assenti sorrindo e lembrando dessa ideia que eu tive.

— Eu me amarro nos olhos dela... e nela também, né...

— Mano, cê nem precisava falar isso. — ri junto dele.

Fiquei olhando o anel dentro da caixinha.

— Ela mexe comigo de uma forma muito louca, parça, mas uma forma louca muito boa, ela me faz bem. — sorri lembrando dela. — Nenhuma mina mexeu comigo dessa forma que ela mexe. — olho pra ele. — Nenhuma mina faz eu perder meu foco, "perder" meu tempo, mudar meus planos... — falo passando a mão no rosto. — Mas quando se trata dela, isso tudo é nada. Eu não me importo em fazer nada disso quando se trata dela.

Fui até o sofá que tinha aqui no canto do meu quarto, e deitei minha cabeça no encosto fechando os olhos.

— Tudo com ela é demais, tá ligado? Eu gosto muito de tá com ela, de ter ela ali, e gosto pra caralho dela também, ela me ganhou, viado.

— Percebeu isso só agora? — ri ouvindo ele rir também.

— Caralho viado, eu tô apaixonado. — ele ri. — Eu tô apaixonadão mesmo, tá ligado?

Fiquei em silêncio tentando organizar tudo o que eu queria desabafar faz tempo, mas o receio não deixa.

— E eu quero manter isso, viado. Quero almoço de domingo, quero aprender a gostar de japonês por ela, gostar daquela série que ela se amarra. — ri lembrando dela narrando algumas paradas das cenas pra mim, enquanto eu assistia a série. — Se ela topar, pô, eu tô disposto pra caralho de... — parei de falar e respirei fundo.

Nessa, eu senti o perfume dela. Abri os olhos e levantei a cabeça olhando em volta meu quarto e vi ela parada na porta junto da minha mãe, e da Nique que estavam com maior sorrisão no rosto.

Que vergonha, mano. Geral ouvindo, o rosto dela tava vermelho, e nos lábios tinha um sorrisinho tímido pra caralho.

— Vamos dá licença aqui, né? Deixar os dois na conversa... — Ghard fala com a Nique e com a minha mãe, quebrando o silêncio do quarto.

Ele saiu do quarto seguindo as duas que saíram ainda sorrindo. A Lia entrou no quarto e veio andando devagarinho, e quando ela tava quase chegando em mim, eu peguei na mão dela que sentou perto de mim.

Não falei nada, e ela também não. Continuei segurando a mão dela que estava quieta e parecia querer falar muitas paradas.

— Eu ouvi... — ela quebra o silêncio falando baixinho, e sorri. — Ouvi você falando.

— Não menti em nada, linda. — respondo e ela sorri assentindo.

— Posso te falar uma coisa?

— Sempre... pode falar.

— Da mesma forma que você quer os almoços de domingo, eu também quero, da mesma forma que você quer aprender a gostar de japonês, eu também quero aprender a gostar de dá rolê de moto pela quebrada. — ela fala do jeito que eu falo me fazendo soltar uma risada. — Da mesma forma que cê quer gostar da minha série favorita, eu quero gostar de ficar o dia todo com você, ouvindo seu filme favorito. — sorri, sabendo que ela não se amarra em desenhos. — Mesmo não gostando de desenho. — falo junto com ela, que sorrir. — Eu quero tudo com você, Tico. — ela faz um carinho no meu rosto. — Eu sou apaixonada por você.

Amar | VEIGH.Onde histórias criam vida. Descubra agora