Brincadeira sem graça

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POV ROSEANNE PARK.

Senti um aperto em minha mão mas eu ainda continuava inconsciente, meu cérebro processava lentamente o que tinha acontecido e na onde eu estava. Até que os meus olhos se abriram, para fecha-los de uma vez ao sentir uma luz chata em minhas vistas, respirei fundo e voltei a abri-los para me acostumar com a luz. O local é todo branco e só tinha a lâmpada ligada, já que as paredes são brancas então o lugar fica mais fácil de ficar com a iluminação forte. Só então percebi que estou deitada em uma cama, em uma cama de hospital, mas o que aconteceu? Olho para o meu corpo vendo que estou usando aquela roupa ridícula azul, porem esse não era o problema, eu sentia as minhas costas sendo pressionada, é como se estivesse enfaixada por algo. Finalmente foquei em minha mão onde sentia o certo aperto, é a lalisa, ela segurava a minha mão com força e dormia ao mesmo tempo, a testa apoiada na beirada de minha cama. Minha namorada está toda curvada para frente, ela vai ter sérios problemas de dores depois que acordar. Então um flash se passou por minha cabeça, clareando as memorias do que tinha acontecido. Briga. Jimin provocando a Lalisa, ele me chamando de puta e então a violência começou. Minha namora ficou feroz e partiu para cima dele para me defender, mas então o pior aconteceu, eu tentei apartar a briga e não sei que raios aconteceu, mas acabei caindo em cima daquelas taças.

Lalisa tinha me empurrado? Eu realmente não sabia, não dava para eu ver já que eu estava atrás dela e depois de eu ter caído nas taças, lembro de ter sentindo as minhas costas arderem e ver sangue, foi então que acabei desmaiada. A ambulância que me levou para cá? Depois dai não me recordo de mais nada, não sei nem como o médico mexeu em minhas costas, acho que apaguei direto.

- Rosé– A voz extremamente rouca me chamou.

- Liz – A olho, sua expressão está péssima, ela está até com olheiras.

- Oh meu Deus! – Lalisa se esticou mais ainda e afundou o rosto em minha barriga, entrando em um choro copioso – M-me p-perdoa?

- Ei – Tento atrair a sua atenção.

- P-por f-favor... – Lalisa soluçou em meio ao choro forte, suas lagrimas molhavam a minha roupa do hospital – E-eu sou uma péssima namorada, e-eu não t-te m-mereço.

- O que aconteceu? – Perguntei finalmente – Você me empurrou?

- Foi sem querer – Lalisa ergueu o rosto, aquilo partiu o meu coração. Ela está toda vermelha e parecia que riachos saiam de seus olhos – E-eu...me perdoa.

- Me explica – Levo a mão até o seu rosto – Eu não entendo, Liz.

- P-porque você está comigo? – Lalisa fungou e tentou limpar as lagrimas mas foi em vão – Porque?

- O que foi? – Eu já começava a ficar desesperada – Você realmente me empurrou.

- EU SOU UM MONSTRO – Lalisa gritou, me assustando – UM VERDADEIRO MONSTRO.

- Lalisa, controla-se.

Lalisa balançou a cabeça em meio as lagrimas e se levantou fazendo a cadeira grunhir no chão, ela foi para o canto do quarto, encostou as costas na parede e deslizou pela mesma até estar sentada no chão. Os joelhos flexionados para ela poder afundar o rosto entre eles e então chorar mais ainda, um choro alto, muito bem audível. Sem eu perceber, lagrimas já escorriam dos meus olhos só de ver o sofrimento do meu amor. Então ela realmente me empurrou? Passo a minha mão tremula pelo meu cabelo, tentando ajeita-lo de alguma forma e fungo tentando de alguma forma não chorar, não quero deixar a Lalisa pior do que está, eu ainda preciso de respostas. Então a porta do quarto se abriu, lá estava o médico, usando seu jaleco branco e com um leve sorriso nos lábios. Ele ficou surpreso ao ver a Lalisa encolhida no canto e chorando de maneira desesperada, sua expressão ficando logo triste ao vê-la naquele estado. Limpo as minhas lagrimas rapidamente e suspiro tentando me controlar.

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