Ligação

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Roseanne Park Pov.

Acordei com pura preguiça, fazendo um pouco de manha para sair da cama mas tive que me levantar logo, não poderia me atrasar justamente hoje que eu tinha algo importante para conversar com a Mina. Ela é a dona da revista Vogue, tendo sua própria empresa e ela me empregou como colunista, onde escrevo sobre os famosos e coloco algumas fofocas que se explode na mídia. Entro no banheiro, fazendo a minha higiene matinal e tomando um rápido banho. Desde que virei colunista, comecei a trabalhar arduamente, eu precisava de muito dinheiro para poder ajudar os meus pais a dar um tratamento melhor para a Alice. Mina já ofereceu empréstimo para mim, mas eu recusei, não quero dinheiro dos outros. Eu mesma quero batalhar e ter o próprio dinheiro para poder cuidar de minha irmã. Alice está com câncer aos seus dez anos de idade, já entrou na lista para uma cirurgia porem essa lista está cheia de pessoas e vai demorar séculos para poder chegar em sua vez. Além de ter que pagar os tratamentos diários, se quiser que ela opere logo, tem que pagar uma fortuna porque todos nós sabemos como essa doença é complicada e por isso que é tão caro. Dizem que dinheiro não resolve na saúde, sim, ele resolve. Porque se fossemos ricos, Alice não estaria no estado em que está e já teria melhorado faz tempo, então sim, dinheiro ajuda o suficiente para que algo trágico não aconteça. Saio do banheiro enrolada em uma toalha e vou até o guarda-roupa, buscando por uma calça jeans azul clara, uma camisa branca justa com detalhes em dourado e All Star para os pés.

Eu sou Roseanne Park, tenho vinte e três anos e estou lutando pela minha irmã, bem vinda a minha vida. Saio do quarto depois de pegar as minhas coisas e vou para o primeiro andar, indo direto para a cozinha, estava morrendo de fome, ainda tenho alguns minutos para o café da manha. Quando adentrei no cômodo, encontrei os três lá, fui diretamente em minha irmã que abriu um pequeno sorriso para mim. Quase me emociono em plena manha, seus cabelos estão cada vez mais ralos de tanto que caem. Deixo um beijo demorado em sua testa e a envolvo em meus braços.

- Bom dia, amorzinho – A aperto devagar já que seu corpo está sensível e dolorido pela doença.

- Bom dia, Esquila – Alice sorriu mais ainda – Você está linda.

- Você que está – Tiro do meu bolso um lenço – E olha só o que eu comprei?

- Nossa, que lindo – Minha mãe elogiou ao ver o lenço para por na cabeça.

- Alice vai virar uma perfeita princesinha – Meu pai comentou – Aposto que vai atrair olhares de todos naquela escola, vou ficar de olho.

- appa! – Alice riu gostosamente – Obrigada Rosé, você é a melhor.

- Não, você que é – Deposito o lenço em sua cabeça – Eu te amo e lembre-se, ninguém é melhor que você.

- Eu também te amo, Rosé.

- Não me façam chorar uma hora dessas – Minha mãe fingiu limpar as lagrimas, ela pegou uma banana e me estendeu – Tome ttal, sente-se e coma bastante.

E eu neguei comida? Claro que não, Alice e eu atacamos o café da manha que tinha uma salada de frutas deliciosa, fora que também comi varias bananas, eu amo essa fruta. Quando faltava dez pra dar oito horas, sai de casa apressadamente, eu não tinha visto as horas voando e eu não poderia me atrasar. Entrei em meu carro que é um Volvo e dei partida, depois de ter colocado o cinto e então finalmente o carro corria pela rua movimentada de Miami. Obvio que eu estava em uma velocidade segura, nunca gostei de alta velocidade, tinha medo de acontecer um acidente. Eu já entro em desespero quando o carro afoga, imagina em alta velocidade? Cruzes. Para tentar dar uma alegrada em meu dia, liguei o som e deixei em uma estação qualquer da radio, só queria parar de pensar no estado de minha irmã. Alice sempre fica triste por conta dos seus cabelos estarem caindo e isso é de partir o coração, as vezes ela chega a chorar e é quando afetam todos nós de casa, causando choro também. Balancei a cabeça para tentar sair daqueles pensamentos tristes, estaciono o carro no estacionamento privado da empresa e saio apressadamente de lá. Cumprimentei algumas pessoas que eu conhecia e fui para a minha sala.

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