Dean e Sam Winchester estão atrás do pai. Eles investigam seu último paradeiro: a pequena cidade de Jericho, e acabam conhecendo uma jovem simpática durante a tentativa de resolver um caso.
- Eu devo dizer alguma coisa? -pergunto. - Não. Deixa com a gente. Só mostra seu distintivo.
Eu os acompanho. Ele pedem acesso aos destroços e seguram seus distintivos ao lado do rosto, então eu faço o mesmo. Tentando passar o máximo de credibilidade possível, é claro.
Eles liberam nossa passagem e eu adentro o armazém tentando conter minha animação.
Isso é incrível! Um distintivo realista e eu posso conseguir qualquer coisa?
Sam fecha a porta quando passamos. E lá estão os destroços. Era um avião enorme. Toda sua estrutura agora em pedaços amassados.
A cabine de comando, as asas divididas ao meio, turbinas e estabilizadores... Apenas o esqueleto restou, eu diria. Quase não é possível reconhecer que isso é uma aeronave. Não entendo como houve sobreviventes.
- Meu Deus. -Sam diz.
- O que é isso? -questiono, quando Dean retira do bolso um aparelho e conecta fones de ouvido a ele. - Um medidor EMF. - E qual a utilidade? - Ele mede campos eletromagnéticos emitidos por espíritos. Ou coisas do tipo.
- Isso aí está parecendo mais um walktalk velho e detonado. -Sam murmuta. - E é assim que eu fiz. -Dean sorri convencido- É artesanal. - É... Percebe-se.
Dean desmancha o sorriso e volta a se concentrar em ouvir qualquer som raptado pelo EMF.
Sou obrigada a admitir que fiquei com pena, tadinho. Ele estava tão feliz! Mas essa coisa realmente não parece que vai funcionar.
- Gente... Olhem isso aqui... -os chamo.
Eles analisam a tranca da porta de emergência, está amassada e tem manchas esverdeadas esquisitas.
- Isso é? - Não sei. - Vamos descobrir... -Sam retira do bolso uma navalha, e raspa o material, colocando dentro de um pequeno pacote.
Posso ouvir os passos apressados do lado de fora. Meu genitor, aquele que me recuso a chamar de pai, fazia os mesmos barulhos quando andava pela casa furioso.
- Estão vindo. -aviso- É melhor sair logo.
Sigo os dois para fora, por uma porta diferente da que entramos. Mal tivemos tempo para verificar tudo!
Andamos em passos apressados e o alarme soa. - Como eles descobriram, hein? -pergunto irritada- Custava mais cinco minutinhos? Nem tivemos tempo de olhar!
Eles começam a correr e eu os acompanho. Paramos em frente a um portão de grades.
- Sabe pular? -Sam pergunta. - Está brincando? Eu vou me quebrar toda! - Sam, vai na frente! -Dean ordena.
Ele pula e Dean me puxa pelo braço. - O quê vai fazer? - Shiu! -ele resmunga, passando os braços ao redor do meu quadril e me suspendendo do ar- Anda, se apoia e sobe aí!
Me agarro a última grade que, para meu azar, tem arame farpado, o que me causa arranhões, e apoio os pés nos ombros de Dean, subindo por completo. Ele joga o blazer por cima do portão e sobe também, me dando um empurrão nas costas antes de pular. - Sam, segura aí...
Mas ele havia me empurrado antes mesmo de falar, e Sam estava de costas para nós, atento a entrada do armazém. O que significa que ele não estava me vendo, e não me segurou.
Caio feito uma boneca esparramada no chão.
- Uh, Deus! Você está bem, Ellie? -Sam me ajuda a levantar.
- Ai... - Se machucou? - Um pouco...
Dean pula e eu o encaro furiosa.
Ele agarra o blazer e me olha preocupado. - Está bem? - Claro que não! Ficou maluco? - Por quê? - Você me empurrou dali de cima!
- Foi mal... Pensei que o Sam iria segurar... - Seu idiota! - Foi sem querer! - Não interessa!
- Está viva, não está? - Estou. - Então está ótimo. Aliás, me lembra de adicionar pular muros e portões na lista para te ensinar mais tarde.
Suspiro e apresso meus passos até o carro, murmurando xingamentos.
- Ah, mas que péssimo humor! -Dean zomba, assim que entramos no carro- Eu só tentei ajudar... Foi sem querer.
Retiro o blazer e aperto o cinto no banco de trás.
- Sabia que se pode ser delicado quando está ajudando alguém? Você não simplesmente lança a pessoa para o chão! - Eu fui delicado... - Não foi. -Sam o contraria. - É, não foi!
- Olha... Você não sabia pular e eu te ajudei. Você caiu... Mas foi só um tombinho... Não entendo o motivo de estar emburrada. - Dean, eu caí no chão!
- Passou dele? - Não! - Então? - Ah, eu vou te...
- Calma! Eu já pedi desculpas! Não quería que se machucasse! -ele diz- Mas você nem se machucou de verdade. Foi só um tombinho.
Bufo e cruzo os braços. Idiota!
- Tinha que ser mulher... -ele murmura.
Acerto um tapa em sua cabeça e ele me olha indignado pelo espelho. - Ai!
Sam dá risada e o apressa para dirigir. - E você tinha que ser homem... Bruto e insensível.
- Ei! Eu não sou insensível! -Sam me repreende. - Eu sei, Sam. Me desculpe. Você é um exemplo de cavalheirismo! Mas o seu irmão, não. E eu estou falando exatamente dele!
- Eu, insensível? - Sim! - Que culpa eu tenho que você não sabia pular um portão? Se eu não fizesse algo, ficaríamos ali e poderíamos ser pegos!
- É, mas você me jogou de lá! Como se eu fosse uma boneca! - Isso aí é verdade. -Sam concorda- Tadinha, ela caiu com tudo! - Cala a boca, Sammy! Para de se meter. Ninguém aqui está te perguntando nada! O papo é A e B.
- Cala a boca e dirige logo! -reclamo.
- Está bem, está bem! Eu, hein! Que mulherzinha estressada... - Estressada é o seu... -Calma, gente! -Sam me interrompe. - E depois o bruto sou eu...
- Você É bruto! - Eu compro um chocolate como desculpas. Prometo.
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Oioi! Se vocês interagirem bastante com a história, comentando muito, eu vou publicar mais um até a meia noite!