Desde a chegada do Miguel e depois que resolvemos os nossos problemas, contratámos a Fátima para nos ajudar com ele e com Vitória.
Juliette optou por trabalhar apenas um período no escritório e o outro período em casa.
Felizmente ela e Telma têm uma boa relação e acordaram este método.
Por mim ela nem precisava de trabalhar, mas diz que não quer abdicar totalmente. Neste quesito eu nem opino muito porque entendo muito bem a necessidade das mulheres serem independentes económicamente.
Hoje tivemos uma notícia que nos deixou bastante desconfortáveis.
O nosso advogado veio dizer-nos que Iara conseguiu obter a liberdade condicional.
Ficámos bastante apreensivos. A mulher é doida e pode querer vingar-se, só que agora temos as crianças, então é preciso vigilância redobrada.
O nosso advogado disse que ia pedir uma medida restritiva para que ela não pudesse aproximar-se de nós. Não sei se é solução, mas devemos estar alerta.
Alertei a Fátima para estar atenta a qualquer pessoa estranha que se aproximasse dela quando sai para passear com as crianças. Pedi-lhe para se limitar ao nosso jardim, por enquanto.
Como era domingo, eu e Juliette fomos até ao parque com as crianças.
Enquanto eu jogava à bola com a Vitória, Juliette estava sentada na relva a dar comida a Miguel. Vi um casal aproximar-se deles, peguei na mão da Vitória e fui-me aproximando.
O casal depressa se afastou e eu sentei-me.
- O que eles queriam?
- Nada em específico. A senhora só perguntou a idade de Miguel. Diz que está grávida de 2 meses.
- Fica atenta, Juliette.
- Não fiques paranóico. Era um casal comum.
Olha lá eles sentados naquele banco.
Parecem recém casados.
Rodolffo ficou de olho no casal e logo reparou numa pessoa que chegou perto deles e se sentou ao lado. Rodolffo soube na hora quem era.
Levantou-se e caminhou até eles mas a pessoa deve tê-lo visto e abandonou o local a passos largos.
O casal pareciam bastante descontraído quando Rodolffo chegou perto deles e perguntou;
- Conhecem a senhora que acabou de sair daqui?
- Só a vimos hoje. Veio perguntar sobre uma morada. Diz que é perto daqui, mas não conhece.
- Se não têem nada com ela não queiram ter, ou vão dar-se mal com a justiça.
Virei costas e ia embora quando o homem falou:
- Senhor, desculpe. Foi ela que pediu para perguntar-mos à senhora pela idade do bébé. Disse que o filho era dela e que o tinha deixado com a avó, e esta o tinha entregue.
- Éla é uma grande mentirosa e manipuladora. Aconselho-os a afastarem-se dela.
Voltei para junto de Juliette, contei-lhe a conversa com o casal e regressámos a casa.
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Permita-se Amar
Fiksi Penggemar...e pela rua, lado a lado, somos muito mais que dois (M. Benedetti)
