Cap. XXV

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Desde a chegada do Miguel e depois que resolvemos os nossos problemas, contratámos a Fátima para nos ajudar com ele e com Vitória.

Juliette optou por trabalhar apenas um período no escritório e o outro período em casa.

Felizmente ela e Telma têm uma boa relação e acordaram este método.

Por mim ela nem precisava de trabalhar, mas diz que não quer abdicar totalmente.  Neste quesito eu nem opino muito porque entendo muito bem a necessidade das mulheres serem independentes económicamente.

Hoje tivemos uma notícia que nos deixou bastante desconfortáveis.

O nosso advogado veio dizer-nos que Iara conseguiu obter a liberdade condicional.

Ficámos bastante apreensivos.   A mulher é doida e pode querer vingar-se, só que agora temos as crianças, então é preciso vigilância redobrada.

O nosso advogado disse que ia pedir uma medida restritiva para que ela não pudesse aproximar-se de nós.   Não sei se é solução,  mas devemos estar alerta.

Alertei a Fátima para estar atenta a qualquer pessoa estranha que se aproximasse dela quando sai para passear com as crianças.   Pedi-lhe para se limitar ao nosso jardim, por enquanto.

Como era domingo, eu e Juliette fomos até ao parque com as crianças.
Enquanto eu jogava à bola  com a Vitória, Juliette estava sentada na relva a dar comida a Miguel.   Vi um casal aproximar-se deles, peguei na mão da Vitória e fui-me aproximando.

O casal depressa se afastou e eu sentei-me.

- O que eles queriam?

- Nada em específico.   A senhora só perguntou a idade de Miguel.   Diz que está grávida de 2 meses.

- Fica atenta,  Juliette.

- Não fiques paranóico.  Era um casal comum.
Olha lá eles sentados naquele banco.
Parecem recém casados.

Rodolffo ficou de olho no casal e logo reparou numa pessoa que chegou perto deles e se sentou ao lado.  Rodolffo soube na hora quem era.

Levantou-se e caminhou até eles mas a pessoa deve tê-lo visto e abandonou o local a passos largos.

O casal pareciam bastante descontraído quando Rodolffo chegou perto deles e perguntou;

- Conhecem a senhora que acabou de sair daqui?

- Só a vimos hoje.  Veio perguntar sobre uma morada. Diz que é perto daqui, mas não conhece.

- Se não têem nada com ela não queiram ter, ou vão dar-se mal com a justiça.

Virei costas e ia embora quando o homem falou:

- Senhor, desculpe.  Foi ela que pediu para perguntar-mos à senhora pela  idade do bébé.   Disse que o filho era dela e que o tinha deixado com a avó, e esta o tinha entregue.

- Éla é uma grande mentirosa e manipuladora.  Aconselho-os a afastarem-se dela.

Voltei para junto de Juliette,  contei-lhe a conversa com o casal e regressámos a casa.

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