Cap. XXVI

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Conversei com Juliette e disse que tinha visto a Iara a falar com o casal que a abordou.

- Eu falei com o casal e eles disseram que foi ela que mandou perguntar a idade do Miguel, e que era a primeira vez que a viam.

- Acreditaste neles?

- Estou de pé atrás,  mas eu consegui uma foto dos três.  De longe, mas dá para identificar.
Amanhã falo com o advogado.

Durante vários dias andámos atentos a tudo o que nos rodeava.  Eu ia levar e buscar a Vitória ao colégio.  Fátima saía com Miguel apenas para o nosso jardim e Juliette ia de carro para o trabalho, mas eu fazia questão que ela me ligasse logo à chegada.

Hoje depois de deixar Vitória voltei para buscar Juliette e Miguel.  Tínhamos consulta com o pediatra e sempre íamos os dois.

Já estávamos a meio do caminho quando sinto um toque na traseira do meu carro.  Olhei pelo retrovisor e vi Iara ao volante de um carro diferente do dela.

- Juliette, está tudo bem aí com o  Miguel?

- Está, mas estou com medo.

- Liga para a polícia, diz para onde vamos e o que se passa.  Olha para trás a anota a placa do carro.

Ela continuava atrás de mim.  Eu tentava que ela não me batesse no carro, mas não podia acelerar e por a vida de todos em perigo.

Já estávamos quase a chegar à clínica e contava que a polícia fosse rápida.

Parei o carro, mandei a Juliette ficar dentro com o Miguel e saí indo em direção dela.

Iara saiu igualmente do carro dela, aos gritos de dá-me o meu filho.

- Que filho?  Tu nem podes ter filhos.

- Ela ia ter um filho para mim, disse apontando para o carro onde estava Juliette.

Ao chegar perto dela reparou que ela tinha a mão num dos bolsos de casaco e de lá tirou uma pistola apontando para ele.

- Eu vou levar o meu filho nem que tenha que matar alguém.

Neste momento chega a polícia que pede para ela largar a arma.

- Não vou largar,  disse ela apontando-a a Rodolffo.

- Iara, tem calma.  Larga a arma.

- Tu destruiste a minha vida.  Não sabes o que passei na prisão.  A criança tinha que ser minha para nós dois sermos felizes.

- Vou matar-te a ti e a ela.  Não vão ficar com o meu filho.

- O filho não é teu.

- É MEU!!!

Nesse instante ouvem-se dois disparos.  Rodolffo e Iara caíram ao mesmo tempo.

Juliette que assistia a tudo dentro do carro começou a gritar por Rodolffo.
Pegou no filho e saiu do carro indo ao encontro dele, mas foi impedida por um dos agentes.

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